Secretaria de Saúde do DF: Mesmo com dificuldades, Saúde tem avanços

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Pasta repôs 90% de medicamentos, retomou projetos importantes e contratou mais de 700 novos servidores

Por Alline Martins

O ano de 2015 termina com um balanço positivo, apesar de todas as dificuldades enfrentadas na Saúde Pública do Distrito Federal. A dívida herdada, de R$ 600 milhões com fornecedores, fez com que muitos dos problemas na área não pudessem ser resolvidos com a celeridade pretendida. Mesmo assim, muito se avançou.

Um dos maiores problemas do início da gestão foi a falta de medicamentos e insumos. Em janeiro, faltavam cerca de 400 itens nas prateleiras. Atualmente, apenas 65 precisam ser repostos, mas todos já se encontram com processo de compra em andamento.

No meio do ano, a pasta fez um mutirão de compra de medicamentos e organizou a forma de adquirir remédios, insumos e serviços. Cada um desses itens passa ser comprado em determinado período, diminuindo assim as chances de licitações fracassadas.

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Mesmo com a negativa de fornecedores e a falta de recursos orçamentários, a Secretaria de Saúde também conseguiu avançar na manutenção de alguns equipamentos, como a manutenção de 22 máquinas de hemodiálise.

Vários processos licitatórios regulares de manutenção também foram abertos e, já no início do ano, os contratos começam a ser celebrados.

Projetos

No segundo semestre, alguns projetos importantes foram retomados. Um deles é a construção do Hospital do Câncer, que foi revisto e as obras devem começar em junho de 2016.

Obras que estavam paradas também tiveram continuidade, como a reforma do Centro de Saúde 11, em Ceilândia, interrompida em setembro de 2014. A nova previsão de entrega é março de 2016.

Além das obras, a publicação de portarias que normatizam compras e métodos de trabalho também deve ter impacto positivo em 2016. Entre elas, a que cria normas para a compra de equipamentos, evitando que máquinas fiquem paradas em corredores por falta de espaço para instalação.

Reestruturação

O grande marco para a Saúde do DF, porém, é a reestruturação da Secretaria de Saúde. Segundo o secretário da pasta, Fábio Gondim, o novo formato gera economicidade e dá mais agilidade no processo de trabalho.

Dentro dessa restruturação, a pasta também já formulou o projeto de descentralização, dividindo as regionais de Saúde em regiões comandadas superintendentes, que serão como secretários municipais, e terão autonomia administrativo-financeira. A longo prazo, a mudança proporcionará melhor atendimento à população.

Recursos Humanos

Mesmo o DF tendo atingido o limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal, ainda assim, foi possível a contratação de novos servidores para suprir a demanda da Saúde Pública no DF. Ao todo, 1.119 profissionais foram chamados para diversas especialidades. Destes, 722 tomaram posse. A previsão é de que muito em breve, outros 419 sejam nomeados.

A manutenção de contratos temporários, essencial para a continuidade do atendimento de unidades como UPAs também foi garantida, graças aos vários pedidos feitos à Justiça. O último, conquistado nesta quarta-feira (30), permite que 84 profissionais de contratos que vencem entre dezembro e janeiro permaneçam vigente por mais seis meses.

Ainda no quesito pessoal, em 2015 o governo fez um trabalho de base para interligar o sistema que registra o ponto e o que faz as escalas. “A partir de agora nós vamos lançar os parâmetros para cada unidade de saúde e aí saberemos a nossa escala normativa, que reflita a realidade, diferente do que acontece hoje”, explica Gondim.

Isso será possível graças a uma reestruturação do sistema TrakCare, onde são armazenados os dados da Secretaria de Saúde do DF. Uma das grandes novidades é a possibilidade de atualização, em tempo real, das escalas dos profissionais da rede pública. Além disso, foram criadas legendas para identificar o setor em que o servidor está de plantão. O projeto piloto está sendo executado no Hospital Regional da Asa Norte.

Segundo o diretor de Planejamento, Desenvolvimento, Monitoramento e Avaliação do Trabalho de Profissionais, Tiago Amaral, a partir de agora todos os servidores estarão, de fato, no local em que está indicado no Siga Brasília e no Portal Transparência.

Metas para 2016

Para o ano que começa, o secretário de Saúde, Fábio Gondim, espera resolver problemas meio para facilitar a resolução de atividades fim.

“Precisamos viabilizar a gestão de recursos humanos, fazendo a gestão mais eficiente de pessoal e repondo as eventuais faltas que de fato existam. Também pretendemos repor todos os nossos estoques de insumos e atacar nossa capacidade de controle de nossa logística”, elenca o secretário.

Ele diz que resolvendo esses problemas, fica mais fácil resolver questões maiores, como os problemas que envolvem a hemodiálise e a radioterapia.

Fonte: Agência Saúde

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