Senado: Internautas apoiam pensão vitalícia para cônjuge de trabalhador morto por covid-19

Projeto do senador Weverton altera a Lei de Benefícios da Previdência Social para dar maior proteção aos cônjuges dos profissionais da área de saúde ou de atividades hospitalares vítimas do novo coronavírus

Uma pesquisa de opinião do Instituto DataSenado apontou que 60% dos internautas concordam com a concessão de pensão vitalícia a cônjuge ou companheiro de profissionais essenciais ao combate da pandemia que tenham falecido em decorrência da covid-19 no exercício de seu trabalho. O benefício está previsto em projeto do senador Weverton (PDT-MA). O PL 2.944/2020 retira ainda o tempo mínimo de 18 meses de contribuição, casamento ou união estável desses contribuintes.

De acordo com dados apresentados pelo senador no texto, o Brasil é o país onde mais morrem enfermeiros no mundo devido à pandemia. A proposta altera a Lei de Benefícios da Previdência Social com objetivo de dar maior proteção aos cônjuges dos profissionais da área de saúde ou de atividades hospitalares essenciais no enfrentamento à doença que tenham falecido por covid-19. O valor mensal da pensão será de acordo com o tempo de contribuição do funcionário, respeitando o limite máximo da Previdência Social.

Realizada em julho pelo DataSenado, a pesquisa mostra que 65% dos participantes acreditam que a proposta valoriza os profissionais envolvidos no combate à pandemia. Outros 30% acreditam que ela não valoriza esses profissionais.

Na hipótese de que o texto seja aprovado, 59% dos respondentes acreditam que familiares de profissionais envolvidos no combate à pandemia vão se sentir mais seguros. Para 23%, não vai fazer diferença e 13% acham que esses familiares vão se sentir menos seguros. A pesquisa contou com 252 participantes e ficou disponível no Portal do DataSenado entre os dias 1º de julho e 7 de agosto de 2020.

Segundo o projeto, a medida será válida para médicos, enfermeiros, trabalhadores que executam serviço de vigilância, segurança, limpeza, recepção de pessoas, alimentação, lavanderia, radiologia, administração hospitalar, agentes comunitários, serviços laboratoriais, funerários e outros essenciais para o funcionamento dos estabelecimentos que atuam no combate à covid-19.

Ao justificar a proposta, Weverton destacou que, em maio de 2020, o Brasil teve 31.790 casos de profissionais da saúde confirmados para covid-19. O senador afirmou ainda que muitos profissionais que auxiliam diretamente no combate à pandemia tiveram contato com o vírus e morreram. Segundo Weverton, a morte de muitos profissionais não entrou em estatísticas, mas para ele, merecem ser lembradas.

“Diante dessa realidade, apesar da indicação da maioria dos estados para o isolamento social, é de fácil entendimento que categorias profissionais indispensáveis na linha de frente do combate à pandemia estarão mais expostos, e assim seus dependentes. Por isso a necessidade de valorização desses profissionais”, explicou Weverton.

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