Por Kleber Karpov
O Ministério da Saúde do Brasil intensificou, nesta quarta-feira (7/Out), o alerta e o acompanhamento de risco para o sarampo, respondendo ao significativo aumento de infecções na nação norte-americana e em outras regiões do continente. A decisão ocorre em um cenário onde o Brasil, apesar de registrar 52 casos importados em localidades como São Paulo, Amazonas e Rio de Janeiro até 5 de outubro, mantém sua classificação de território livre da circulação endêmica do vírus.
Nos Estados Unidos, o panorama é de preocupação, com o maior número anual de casos em mais de 35 anos. As autoridades sanitárias estadunidenses indicam que a maioria dos indivíduos acometidos, mais de 90%, são pessoas não imunizadas ou com histórico vacinal desconhecido. A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) revela que, ao longo de 2026, os Estados Unidos, juntamente com Guatemala, México, Peru e Canadá, concentram a maior parte, superando 95%, das ocorrências confirmadas na região das Américas.
Em território brasileiro, foram identificados 52 contágios importados até 5 de outubro, distribuídos em 41 registros na capital paulista, dez no Amazonas e um na cidade do Rio de Janeiro. A pasta federal da saúde enfatiza que, a despeito destas ocorrências importadas, o país preserva seu status de livre da disseminação interna e contínua do sarampo.
Vigilância
Para barrar a disseminação do vírus, equipes sanitárias executam uma série de medidas. Estas incluem a busca ativa de possíveis enfermos, a investigação epidemiológica detalhada, o monitoramento de pessoas que tiveram contato com os casos e a aplicação do bloqueio vacinal. Em áreas consideradas de risco, a imunização foi intensificada em espaços públicos e de grande fluxo populacional, conforme nota emitida pelo Ministério.
“Para conter a transmissão, equipes de saúde fazem busca ativa, investigação epidemiológica, monitoramento de contatos e bloqueio vacinal. Nessas regiões, a vacinação foi intensificada em espaços públicos e de grande circulação”, informou o ministério.
No Brasil
O Brasil enfrentou um desafio significativo em 2019, quando registrou mais de 20 mil casos da enfermidade, resultando na perda da certificação de eliminação do vírus após um período prolongado de transmissão. Contudo, em novembro de 2024, a Opas restabeleceu a certificação de área livre da circulação endêmica do sarampo para o Brasil, seguindo a interrupção da propagação sustentada do vírus. No período compreendido entre 2023 e 2025, foram confirmados 85 casos da doença, sem o registro de óbitos.
Cobertura vacinal
Desde 2023, as taxas de cobertura para as 16 vacinas integrantes do calendário infantil apresentaram elevação, e o contingente de crianças sem imunização completa teve uma redução de 86%, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Em 2025, a cobertura da primeira dose da vacina tríplice viral, que confere proteção contra sarampo, caxumba e rubéola, atingiu 93,10% no Brasil, com índices de 94,39% em São Paulo e 89,54% no Amazonas.
A pasta da saúde ressalta a importância da imunização como principal ferramenta de prevenção. “A vacina é a principal forma de prevenção e está disponível gratuitamente no SUS [Sistema Único de Saúde]. Quem tem doses em atraso deve procurar uma unidade de saúde para atualizar a caderneta, conforme as recomendações do Programa Nacional de Imunizações”, destacou a pasta.
A manutenção de elevadas coberturas vacinais e uma vigilância constante são cruciais. “Manter as coberturas altas e a vigilância ativa é o que protege a população e impede que casos importados voltem a causar circulação sustentada do vírus no país”, completou.
Imunização
Ao longo de 2026, foram realizadas quatro importantes campanhas de vacinação contra o sarampo, resultando na aplicação de mais de 3,8 milhões de doses em São Paulo e aproximadamente 192 mil no estado do Amazonas. Na região paulista, a imunização recebeu reforço na capital, em Guarulhos, São Bernardo do Campo e Santo André, por meio de busca ativa, investigação de casos, acompanhamento de contatos e bloqueio vacinal.
A estratégia inclui também a oferta da dose zero para crianças com idade entre 6 e 11 meses e 29 dias. Esta dose adicional complementa as de rotina, previstas para serem administradas aos 12 e aos 15 meses de vida. Na área de tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru, a resposta ao sarampo foi intensificada após a identificação de casos importados. As ações abrangem vacinação, busca ativa, investigação de ocorrências suspeitas, coleta de amostras, identificação e acompanhamento de contatos, além de bloqueio vacinal, com o suporte de equipes federais na região.
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Graduado em Jornalismo (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Criador do Comitê Virtual (www.comitevirtual.com.br), plataforma de gestão de campanhas eleitorais. Criador do PubliqueAi (www.publiqueai.com), primeira plataforma brasileira de produção técnica de textos jornalísticos ou jurídicos, com uso de Inteligência Artificial; Criador do Quero Meu Carro de Volta (www.queromeucarrodevolta.com.br), lançado em 2012. Serviço de utilidade pública para vítimas de roubos e furtos de veículos em todo o país; Ex-produtor e apresentador do programa Panorama Político na Rádio Federal;

















