Por Kleber Karpov
Completando um quarto de século de atividades no Distrito Federal, a Rede de Frio Central consolidou-se como o eixo logístico e normativo da Secretaria de Saúde na salvaguarda de vacinas e medicamentos especiais. A estrutura atua na coordenação de 51 imunobiológicos diferentes, viabilizando a aplicação anual de quase três milhões de doses em toda a rede pública local, além de formular diretrizes técnicas e capacitar os profissionais que atuam nas salas de atendimento à população.
A unidade passou por transformações estruturais expressivas ao longo dos anos, integrando a Subsecretaria de Vigilância à Saúde com instalações equipadas para armazenamento de alta precisão. A sede conta atualmente com 18 câmaras científicas e um espaço frigorífico de 63 metros cúbicos, projetados para manter uma faixa térmica estável entre 2ºC e 8ºC. O complexo dispõe ainda de quatro refrigeradores científicos capazes de alcançar temperaturas de até -90ºC.
Controle de insumos
A preservação de tais insumos exige monitoramento constante, visto que a eficácia dos produtos biológicos depende de condições térmicas rígidas. A conservação exige rigor técnico diário, conforme detalha a enfermeira Karine Araújo: “O imunobiológico é termolábil. Isso significa que pode ser degradado se ficar em um ambiente inadequado ou com grandes variações. Por isso, temos equipamentos para garantir a preservação e planos de contingência caso o sistema falhe”.
Para assegurar a integridade dos estoques, o sistema opera de forma digitalizada, gerando relatórios automáticos sobre oscilações térmicas, frequência de abertura de portas e eventuais instabilidades na rede elétrica. A rotina administrativa inclui manutenções preventivas e preditivas para evitar qualquer interrupção no abastecimento.
Equipe multidisciplinar
O funcionamento da unidade depende da atuação conjunta de 31 servidores de diferentes áreas de atuação, incluindo motoristas, analistas de políticas públicas, médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem e farmacêuticos. Além da guarda e distribuição de vacinas, o grupo gerencia o estoque de soros antivenenosos e apoia ações estratégicas como a campanha de vacinação antirrábica.
Projeção nacional
O modelo operacional desenvolvido no Distrito Federal chamou a atenção do Ministério da Saúde. A metodologia adotada pela gestão local passou a servir como parâmetro técnico para outras administrações estaduais e municipais interessadas em aprimorar a logística de imunização.














