Lei que prevê reserva 50% de cargos comissionados para mulheres é considerada inconstitucional

No entendimento de desembargadores, cargos são de livre provimento e prerrogativa do governador do DF

Por Kleber Karpov

O Conselho Especial do Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT), julgou procedente uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) ajuizada pelo Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) que pediu a inconstitucionalidade da Lei Distrital 5.679/2016. A Lei garantia reserva de 50% dos cargos comissionados dos órgãos da administração direta, indireta e fundacional dos Poderes Executivo e Legislativo do Distrito Federal para ser preenchido por mulheres.

Na ADI, o MPDFT alegou vício de inconstitucionalidade, uma vez que matéria em questão é de iniciativa do Executivo, por se referir a o provimento de cargos, organização e funcionamento de órgãos públicos. Ainda de acordo com o Ministério Público, a norma viola a natureza dos referidos cargos, por se tratar de “de livre noeção e exoneração”, conforme estabelecido pela Lei Orgânica do DF.

Na ação, a Câmara Legislativa do DF se manifestou em defesa da constitucionalidade da Lei. O GDF, seguido pela Controladoria-Geral do DF (CG-DF) se manifestaram em sentido contrário, em concordância com o pedido do MPDFT.

No Conselho Especial do TJDFT, os desembargadores, por unanimidade, entenderam pela presença do vício, e declararam a inconstitucionalidade da norma, com incidência de efeitos retroativos à sua data de publicação.

O texto, de autoria da deputada Telma Rufino (sem partido), havia sido vetado pelo governador Rodrigo Rollemberg (PSB), mas em agosto de 2016, a decisão foi revertida pelos distritais.

Sobre a decisão, Telma Rufino lembrou que as mulheres compõem maioria na densidade populacional, são chefes de família e têm maior escolaridade. A parlamentar observou ainda que a intenção da lei era proporcionar condições de igualdades às mulheres em cargos de chefia de órgãos públicos.

“Infelizmente, embora a Comissão de Constituição e Justiça da CLDF tenha se manifestado de forma favorável ao PL, o entendimento a Justiça foi diferente. Como parlamentar, vou continuar trabalhando para assegurar igualdade para as mulheres.”, disse Telma Rufino.

Por se tratar de uma ADI, a decisão não cabe recurso.

Com informações do TJDFT

Brasiliense Thiago Ávila é mantido preso para interrogatório em Israel

Por Kleber Karpov O ativista brasileiro Thiago Ávila, detido em...

Liberdade de Imprensa sob pressão global

Por Edgar Lisboa, Repórter Brasília A fotografia mais recente da...

Tecnologia: Máscara criada com apoio da FAPDF inativa vírus respiratórios

Por Kleber Karpov No contexto atual, em que doenças respiratórias...

Cofen e Sindate-DF repudiam caso de agressão de Magno Malta a técnica em Enfermagem

Por Kleber Karpov O Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) e...

Destaques

Brasiliense Thiago Ávila é mantido preso para interrogatório em Israel

Por Kleber Karpov O ativista brasileiro Thiago Ávila, detido em...

Ministério da Saúde inicia entrega de 3,3 mil veículos para transporte de pacientes do SUS em todo o país

Por Kleber Karpov O Ministério da Saúde iniciou a entrega...

Liberdade de Imprensa sob pressão global

Por Edgar Lisboa, Repórter Brasília A fotografia mais recente da...

Tecnologia: Máscara criada com apoio da FAPDF inativa vírus respiratórios

Por Kleber Karpov No contexto atual, em que doenças respiratórias...

Projeto com opoio da FAPDF utiliza dados e inteligência artificial para otimizar gestão hospitalar no DF

Por Kleber Karpov A saúde pública no Distrito Federal está...