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20 mar 2026 23:50

Infarto agudo do miocárdio é a principal causa de mortes no DF para pessoas entre 30 e 69 anos

Óbitos por diabetes, tiro e AVC têm redução, mas contrastam com aumento de casos de mortes por câncer e dengue DF

Por Kleber Karpov

Adultos do Distrito Federal, com idades entre 30 e 69 anos, registraram menos mortes por diabetes, disparo de arma de fogo e acidente vascular cerebral (AVC) entre 2014 e 2024. As informações foram reveladas em informativo epidemiológico da Secretaria de Saúde (SES-DF), publicado nesta segunda-feira (02/Fev), Em contrapartida, os óbitos por câncer e dengue apresentaram crescimento significativo no mesmo período. O infarto agudo do miocárdio, contudo, permaneceu como a principal causa de morte em ambos os anos, conforme dados de 5,2 mil certidões de óbito de 2014 e 6,3 mil de 2024 analisadas pela Agência Saúde DF.

Redução de óbitos

Um dos destaques do levantamento epidemiológico foi a notável diminuição nas mortes decorrentes de agressão com disparo de arma de fogo. O número caiu de 211 ocorrências em 2014 para 62 em 2024 na faixa etária analisada, o que resultou na queda da segunda para a 29ª posição no ranking de causas de óbito.

Os óbitos por diabetes mellitus também tiveram uma retração. Em 2014, foram 166 casos, que colocavam a doença em terceiro lugar. Dez anos depois, o total de 129 ocorrências fez a diabetes mellitus descer para a oitava posição.

A gerente de Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis e Promoção à Saúde da SES-DF, Mélquia Lima, mencionou que a queda nos óbitos por diabetes demonstra a eficácia do cuidado em saúde prestado pela rede pública.

Câncer e dengue

O cenário de outras doenças, entretanto, demandou maior atenção das autoridades de saúde. O câncer de mama ascendeu da quarta posição em 2014 para a segunda em 2024. Já o câncer dos brônquios e dos pulmões subiu da sexta para a terceira colocação.

A neoplasia de intestino, conhecida como câncer de cólon, também registrou um aumento preocupante, passando da 19ª posição em 2014 para a décima em 2024, entrando para a lista das dez principais causas de óbito. O crescimento mais expressivo, no entanto, foi observado na dengue, que saltou da 146ª para a nona posição.

“O aumento no ranking de algumas doenças é um alerta para sensibilizar as pessoas a buscar os serviços de saúde e para a necessidade de qualificar a rede na detecção precoce e no tratamento em tempo oportuno, como é o caso dos cânceres de mama, de brônquios e pulmões e cólon [intestino], bem como da doença isquêmica crônica do coração”, explicou Lima.

Ações de combate

Diante da epidemia de dengue entre 2023 e 2024, a Secretaria de Saúde do DF implementou ações como tendas de atendimento para pacientes e estratégias de combate ao mosquito transmissor. Estas incluíram visitas domiciliares, uso de armadilhas, drones e mosquitos inoculados com bactérias para reduzir a transmissão. As medidas resultaram em uma queda de 96% nos casos prováveis de dengue no DF em 2025.

Para o câncer, foi instituído em 2025 o programa “O Câncer Não Espera. O GDF Também Não”, com o objetivo de otimizar a realização de exames e consultas, alterando o fluxo de atendimento dos pacientes. A coordenadora do Comitê de Planejamento da SES-DF, Paula Muraro, destacou a relevância da iniciativa.

“É uma iniciativa que atua diretamente sobre os principais gargalos da rede, reduz tempos de espera, promove equidade e fortalece a integralidade do cuidado”, detalhou Paula Muraro.

Entre março de 2025 e janeiro de 2026, o programa demonstrou resultados significativos na redução de filas e tempos de espera. A lista para consulta de oncologia caiu 52,3%, de 889 para 424 pessoas, mesmo com a inserção de mais de 300 novos casos por mês. O tempo de espera diminuiu 69,1%, passando de 81 para 25 dias.

Na radioterapia, a fila para tratamento reduziu 35,39%, de 630 para 407 pacientes, e o tempo de espera foi encurtado em 58,6%, de 87 para 36 dias.

Informativo epidemiológico

Mélquia Lima esclarece que o formato do informativo epidemiológico, que foca na população de 30 a 69 anos, é uma prática internacional para analisar óbitos em faixas etárias abaixo da expectativa de vida média, referidos como “mortes prematuras”.

“Vale ressaltar que o DF possui a maior expectativa de vida do Brasil, com média de 79,7 anos, superando a média nacional (76,6 anos). Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as mulheres têm expectativa de 82,9 anos e os homens 76,3 anos no DF”, acrescentou Lima.

Além de fornecer subsídios para o planejamento de políticas públicas, o levantamento serve como um alerta à população sobre a importância de adotar hábitos de vida saudáveis. A prática regular de atividade física, uma alimentação equilibrada, o controle do estresse, a qualidade do sono e a realização frequente de exames de rotina são essenciais para a saúde.




Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894 Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

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