Por Kleber Karpov
O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IGESDF) completou sete anos de atividades nesta sexta-feira (30/Jan). O período marca a reorganização dos fluxos assistenciais e a modernização estrutural do Hospital de Base, que se consolidou como a principal unidade de alta complexidade da rede pública local. A gestão implementou a padronização de rotinas e investiu na aquisição de equipamentos de ponta, como aceleradores nucleares e novos angiógrafos, para fortalecer o atendimento ao cidadão.
O Centro Cirúrgico do Hospital de Base registrou a operação de 16 salas simultâneas, contra as seis unidades que funcionavam anteriormente. O incremento permitiu a realização de mais de 15 mil procedimentos no último ano, abrangendo 17 especialidades médicas. Entre os avanços tecnológicos, destaca-se o aparelho de litotripsia extracorpórea para tratamento de cálculos renais e a retomada das cirurgias cardíacas de peito aberto, que somam 1.600 intervenções desde 2019.
A adoção da metodologia Lean contribuiu para a redução de desperdícios e maior previsibilidade das agendas cirúrgicas. No setor de emergência, o Centro de Trauma recebeu recomendação para certificação nacional de excelência. O superintendente do Hospital de Base, Paulo Saad, afirma que as mudanças garantem resolutividade. “A padronização de rotinas e a reorganização dos fluxos assistenciais permitiram entregar um serviço mais resolutivo à população”, disse Paulo Saad.
Atendimento ambulatorial
O ambulatório da unidade mantém média de 34 mil atendimentos mensais em mais de 50 especialidades. A estrutura recebeu novos blocos de Oncologia e Centros de Infusão, o que deve dobrar a capacidade de assistência em áreas críticas. A instalação de equipamentos de ressonância magnética e tomógrafos modernos busca agilizar o diagnóstico e reduzir o tempo de espera dos pacientes que dependem da alta complexidade.
O presidente do IGESDF, Cleber Monteiro, ressalta que a gestão organizada cria condições de segurança para o funcionamento do hospital. Segundo o gestor, o foco permanece na integração de tecnologias e na qualificação dos processos internos. “Ao longo desses sete anos, o IgesDF organizou processos, qualificou a gestão e criou condições para que o Hospital de Base funcione com mais segurança”, disse Cleber Monteiro.
Melhorias na internação
A área de internação, que ocupa 11 andares da estrutura, passou por reformas estruturais para ampliar o conforto de pacientes e profissionais. A rede instituiu equipes multiprofissionais integradas e o serviço de Geriatria para qualificar o acompanhamento clínico. A implantação de enfermeiras rotineiras em todas as especialidades deve otimizar o monitoramento de indicadores assistenciais e a articulação entre as diferentes frentes de cuidado médico.
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.











