Por Kleber Karpov
A Central de Material Esterilizado (CME) do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) foi modernizada com novos equipamentos, ampliando a capacidade do setor e agilizando o suporte a cirurgias, partos e outros procedimentos. A atualização, divulgada em (10/Jun), envolve a instalação de três máquinas que automatizam a higienização e uma nova autoclave para esterilização, o que reduz o tempo de reprocessamento dos instrumentos médicos utilizados na assistência aos pacientes.
O trabalho realizado pela CME é fundamental para a continuidade dos serviços de saúde na unidade. Segundo a chefe do Serviço da CME, Camilla Soares, áreas críticas dependem diretamente do fluxo de materiais esterilizados para funcionar adequadamente. “Sem esse processo, áreas essenciais, como o pronto-socorro, o centro cirúrgico e o centro obstétrico, poderiam ter suas atividades comprometidas. Todo instrumental utilizado precisa passar por etapas de limpeza, desinfecção e esterilização antes de voltar a ser utilizado com segurança”, explica.
Atualmente, o setor processa uma média de 570 artigos por dia, totalizando aproximadamente 13 mil itens por mês. Além de suprir a demanda interna do HRSM, a CME também atende às unidades de pronto atendimento (UPAs) de Ceilândia I, Ceilândia II, Gama, Samambaia, Recanto das Emas e Riacho Fundo I, bem como o Hospital Cidade do Sol (HSol).
Etapas do reprocessamento
O fluxo de reprocessamento dos instrumentais segue um controle rigoroso para garantir a segurança dos pacientes. Após o uso, os materiais passam por uma limpeza manual e, em seguida, são encaminhados para equipamentos automatizados, como lavadoras ultrassônicas e os novos equipamentos de desinfecção térmica, que removem resíduos e higienizam as peças.
Na fase seguinte, cada item é inspecionado individualmente para verificar suas condições de limpeza, integridade e funcionamento. “Precisamos garantir que cada instrumento esteja em perfeitas condições. Em uma cirurgia, por exemplo, uma tesoura precisa desempenhar sua função corretamente”, ressalta a chefe do serviço.
Após a inspeção, os materiais são submetidos à esterilização, processo que elimina microrganismos que podem causar infecções. Por fim, os instrumentos são armazenados de forma segura até serem redistribuídos para os setores assistenciais do hospital.
Mais agilidade para a assistência
Com a modernização da estrutura, a CME, que opera 24 horas por dia, obteve um ganho de produtividade e conseguiu reduzir o tempo necessário para disponibilizar os instrumentais às equipes de saúde. A mudança já reflete de maneira prática na rotina hospitalar.
“Um instrumental utilizado pela manhã, que antes só voltava a ficar disponível no fim da tarde, agora pode retornar para uso já no início da tarde, dependendo do horário de entrega. Isso amplia nossa capacidade de resposta e contribui para tornar os atendimentos ainda mais eficientes”, conclui Camilla Soares.
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.










