HC-UFG garante acolhimento humanizado a famílias que enfrentam luto neonatal

Ações de apoio estão em conformidade com a nova Política Nacional de Humanização do Luto Materno e Parental

Por Kleber Karpov

Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (HC-UFG) implementa ações de acolhimento e apoio ao Luto Neonatal em conformidade com a nova Lei 15.139, que institui a Política Nacional de Humanização do Luto Materno e Parental. A unidade de saúde oferece suporte psicológico a famílias que vivenciam a perda de bebês que falecem pouco tempo após o parto ou antes de completarem 28 dias de vida, em um esforço para humanizar um processo de profunda dor.

A psicóloga hospitalar da Unidade Neonatal do HC-UFG, Camila Oliveira Campos, observa que a experiência de perder um bebê gera impactos emocionais que demandam cuidados especializados. “É um momento que exige cuidados importantes, incluindo apoio de entes queridos, validação social e acolhimento profissional. Para passar por um processo tão individual e sensível como esse, o ideal é que se tenha o suporte necessário com protocolos de cuidado humanizado”, afirma. Ela ressalta a importância de incluir não apenas a mãe, mas também o pai, irmãos e outros familiares no processo de luto.

No HC-UFG, o Serviço de Psicologia atua desde o preparo para o parto em casos de prognóstico de vida curto para o bebê. A equipe encoraja o contato da família com a criança e promove a criação de memórias afetivas. São coletados itens como a pulseira de identificação, roupinhas e carimbos dos pés e mãos, que são entregues aos pais em sacolas temáticas, junto com a certidão de óbito, mensagens de acolhimento e contatos de grupos de apoio.

“O suporte emocional se dá até o dia previsto para a alta hospitalar da mãe, incluindo orientações quanto ao manejo com os demais filhos (…) e estratégias de enfrentamento para o retorno à rotina”, explica a psicóloga. A família também recebe encaminhamento para continuidade do acompanhamento psicológico próximo de sua residência, seguindo o princípio de regionalização do SUS.

Camila Campos destaca que essas ações validam a existência do bebê na história da família e ajudam a prevenir complicações psicológicas. “A construção de memórias e elementos de concretude da existência e partida deste bebê é crucial para a adequada elaboração do luto”, pontua.

A nova legislação, em vigor desde 23 de agosto, é vista como um avanço ao reconhecer o luto como um direito fundamental à saúde. “A lei traz avanços importantes ao reconhecer a importância de um cuidado mais sensível às famílias enlutadas, validando a perda de um bebê que, muitas vezes, é invisibilizada pela sociedade”, conclui a psicóloga.



Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894 Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Graduado em Jornalismo (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Criador do Comitê Virtual (www.comitevirtual.com.br), plataforma de gestão de campanhas eleitorais. Criador do PubliqueAi (www.publiqueai.com), primeira plataforma brasileira de produção técnica de textos jornalísticos ou jurídicos, com uso de Inteligência Artificial; Criador do Quero Meu Carro de Volta (www.queromeucarrodevolta.com.br), lançado em 2012. Serviço de utilidade pública para vítimas de roubos e furtos de veículos em todo o país; Ex-produtor e apresentador do programa Panorama Político na Rádio Federal;

 

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