Por Kleber Karpov
A taxa de desocupação no Brasil alcançou 5,2% durante o terceiro trimestre, o menor índice para este intervalo de tempo em mais de uma década. As informações foram divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na última sexta-feira, dia 30, por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua). O patamar atual se mostra inferior aos 5,4% observados no segundo trimestre do presente ano, e também é menor que os 5,6% registrados no terceiro trimestre de 2025.
O número de pessoas sem trabalho no país atingiu 5,6 milhões. Houve uma diminuição de 4% quando comparado ao trimestre de abril a junho, período em que a população desocupada somava 5,9 milhões de indivíduos. Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, a queda foi ainda mais expressiva, totalizando 6,9%, o que significa 417 mil pessoas a menos em busca de emprego.
Recorde de ocupação
A população ocupada chegou à marca de 103,6 milhões de pessoas, configurando o maior contingente da série histórica. Esse volume representa um aumento de 0,6%, equivalente a 581 mil indivíduos, na comparação trimestral. Em termos anuais, a expansão foi de 1,2%, ou seja, 1,2 milhão de pessoas a mais com trabalho.
O nível de ocupação, indicador que mede a proporção de pessoas empregadas no universo da população ativa, também estabeleceu um recorde, atingindo 59%. Observou-se uma variação de 0,2 ponto percentual frente aos 58,8% registrados no trimestre anterior, enquanto se manteve estável em comparação com os 58,7% do mesmo período do ano passado.
Informalidade e rendimentos
A pesquisa do IBGE revelou que 37,5% das pessoas ocupadas estavam na informalidade, somando 38,8 milhões de trabalhadores informais. Esse percentual é superior aos 37,4% (38,6 milhões) do trimestre anterior e ligeiramente inferior aos 37,8% (38,7 milhões) registrados no ano passado.
Em relação ao rendimento real habitual de todos os trabalhos, o valor ficou em R$ 3.790, permanecendo estável na comparação trimestral. No entanto, houve um crescimento de 3,6% no último ano, representando um acréscimo de R$ 131 na renda média.
A massa de rendimento real habitual, que somou R$ 387,5 bilhões, atingiu o maior patamar da série. Esse volume reflete um aumento de 1,5% (equivalente a R$ 5,6 bilhões) no trimestre e de 4,7% (ou R$ 17,5 bilhões) no acumulado do ano.
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Graduado em Jornalismo (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Criador do Comitê Virtual (www.comitevirtual.com.br), plataforma de gestão de campanhas eleitorais. Criador do PubliqueAi (www.publiqueai.com), primeira plataforma brasileira de produção técnica de textos jornalísticos ou jurídicos, com uso de Inteligência Artificial; Criador do Quero Meu Carro de Volta (www.queromeucarrodevolta.com.br), lançado em 2012. Serviço de utilidade pública para vítimas de roubos e furtos de veículos em todo o país; Ex-produtor e apresentador do programa Panorama Político na Rádio Federal;












