Por Kleber Karpov
O governo brasileiro condenou, nesta segunda-feira (05), a ação militar dos Estados Unidos na Venezuela e o sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores. Durante reunião de emergência no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), o embaixador Sérgio França Danese declarou que o uso da força coloca em risco a estabilidade da América do Sul. O diplomata ressaltou que intervenções anteriores no continente resultaram em violações de direitos humanos e regimes autoritários, reafirmando o compromisso com a não intervenção.
Violação do direito internacional
O representante do Brasil afirmou que Washington cruzou uma linha inaceitável ao desrespeitar a Carta da ONU, que proíbe o uso da força contra a integridade territorial de Estados soberanos. Danese argumentou que a exploração de recursos econômicos não justifica mudanças ilegais de governo. Segundo o embaixador, o futuro político venezuelano deve ser decidido exclusivamente pela população local por meio do diálogo, sem interferências externas ou divisões por esferas de influência.
Reação de países vizinhos
Representantes da Colômbia e de Cuba também repudiaram a ofensiva norte-americana e alertaram para os impactos regionais. A embaixadora colombiana, Leonor Zalabata Torres, destacou que ações unilaterais agravam a crise humanitária e podem gerar fluxos migratórios massivos. Já o embaixador cubano, Ernesto Soberón Guzmán, acusou os Estados Unidos de buscarem o controle das reservas de petróleo e negou a presença de ativos de inteligência de Cuba no território venezuelano.
Apoio da Argentina aos EUA
A Argentina manifestou-se a favor da intervenção militar e classificou a captura de Maduro como um passo para o combate ao narcoterrorismo. O embaixador Francisco Fabián Tropepi defendeu que a ação representa uma oportunidade para a restauração da democracia e do Estado de Direito no país vizinho. O diplomata relembrou o histórico de tensões diplomáticas entre Buenos Aires e Caracas, incluindo a expulsão de representantes argentinos após o reconhecimento de líderes da oposição venezuelana em 2024.
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.











