Por Kleber Karpov
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, defendeu a extinção da escala 6×1 em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro (21/Jan). O representante do governo apresentou a proposta de transição para o modelo 5×2, com limite de 40 horas semanais e sem redução na remuneração dos empregados. A mudança deve entrar em votação na Câmara dos Deputados ainda no primeiro semestre deste ano após diálogo direto com o presidente da casa, Hugo Motta.
Boulos rebateu críticas sobre possíveis perdas econômicas com a adoção da nova jornada laboral. Ele apresentou dados internacionais da Islândia, Japão e Estados Unidos que mostraram crescimento na eficiência após a redução de horas. Segundo o ministro, o descanso adequado permitiu que os profissionais executassem tarefas com maior qualidade e rapidez. O gestor citou o exemplo da Microsoft no Japão, onde a carga horária menor elevou a produtividade individual em 40%.
“Quando o trabalhador ou trabalhadora está mais descansado, o resultado é que ele vai trabalhar melhor. Qualquer um se coloque na pele dessas pessoas: se você tem um tempo de descanso maior, vai trabalhar melhor. Então, por todas essas razões, o que a gente sustenta, baseado em dados e não em blá blá blá, é que o fim da escala 6×1 vai melhorar, inclusive, a produtividade do trabalho no Brasil, como aconteceu em outros lugares”, disse Guilherme Boulos.
Impacto no Brasil
Um levantamento da Fundação Getúlio Vargas indicou que 72% das empresas brasileiras que adotaram a redução da jornada registraram aumento de receita em 2024. O estudo também apontou melhora no cumprimento de prazos em 44% dos casos analisados no território nacional. O titular da pasta enfatizou que a medida deve combater o desgaste físico e emocional provocado pelo excesso de carga horária e pela falta de convívio familiar.
Participação e orçamento
O programa também abordou a regulação dos aplicativos de entrega para ampliar a proteção social dos profissionais da categoria. Boulos mencionou a iniciativa Orçamento do Povo, que deve permitir a participação direta da população na destinação de verbas federais por meio de plenárias presenciais e digitais. O debate integrou a agenda de prioridades do governo federal para o exercício de 2026 com foco na modernização das relações de trabalho.
Acompanhe aa entrevista:
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.










