19.5 C
Brasília
06 fev 2026 04:53

ANAUNI critica exclusão da carreira de Advogado da União em decisão da AGU

A Associação Nacional dos Advogados da União (ANAUNI) manifestou sua indignação em relação à decisão da Advocacia-Geral da União (AGU) sobre a distribuição das 52 vagas adicionais anunciadas para o fim de 2024. A publicação, feita em edição extra do Diário Oficial da União na última segunda-feira (30/12), exclui a carreira de Advogado da União da lista de beneficiados, contemplando apenas as carreiras de Procurador Federal e Procurador da Fazenda Nacional.

Em comunicado oficial, o presidente da ANAUNI, Clóvis Andrade, destacou que a medida intensifica o desequilíbrio já existente entre as carreiras. “Essa exclusão é injusta e fere os princípios da eficiência e da isonomia, previstos na Constituição. Além disso, desconsidera a previsão do art. 21, § 1º, que estabelece diretrizes claras para a organização da força de trabalho nas instituições públicas. A carreira de Advogado da União enfrenta o maior índice de vacâncias entre as carreiras da AGU, com 22,8%, enquanto as outras duas possuem déficits muito menores”, afirmou Andrade.

Disparidade nos números

Os dados reforçam a gravidade da situação. Segundo informações do Portal da Transparência de novembro de 2024, a carreira de Advogado da União tem 543 cargos vagos. Mesmo com as 18 nomeações suplementares realizadas no mesmo dia, a vacância permanece superior a 22%, enquanto os percentuais das carreiras contempladas caíram para menos de 14% e 6%, respectivamente.

“A AGU deve buscar a equidade entre as forças de trabalho, não agravar as disparidades existentes. Isso afeta diretamente a eficiência da Administração Pública e prejudica o atendimento ao interesse público”, declarou o presidente da ANAUNI. Ele também destacou que a Lei Complementar exige o provimento de cargos quando a vacância extrapola os 10%, norma que vem sendo ignorada.

Medidas a serem tomadas

A ANAUNI já mobilizou mais de 1.000 assinaturas em um abaixo-assinado que foi entregue à AGU. A associação também não descarta a possibilidade de adotar medidas judiciais. “Seguiremos firmes na defesa dos Advogados e Advogadas da União, utilizando todos os meios cabíveis para reverter essa decisão injusta”, garantiu Clóvis Andrade.

A associação reforça seu compromisso com a carreira de Advogado da União, lembrando que os interesses da categoria convergem integralmente com os do interesse público. “Não pedimos nada além de justiça e respeito à lei”, concluiu Clóvis Andrade.

Destaques

GDF lança quarta edição da campanha Carnaval Sem Assédio

Por Kleber Karpov A Secretaria da Mulher do Distrito Federal...

Flavio Dino suspende ‘pinduricalhos’ aos Três Poderes e STF agenda julgamento para 25 de fevereiro

Por Kleber Karpov O Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para...

Detran-DF abre inscrições para curso especializado de motofrete

Por Kleber Karpov O Departamento de Trânsito do Distrito Federal...

Mais de 170 policiais penais nomeados iniciam formação profissional da carreira 

Por Kleber Karpov Um total de 179 novos policiais penais...

Programa DNA do Brasil inicia ações de saúde preventiva em escolas públicas de Ceilândia

Por Kleber Karpov O Programa DNA do Brasil, uma iniciativa...