Voluntários levam alegria aos pacientes do HMIB

Palhaços, músicos e costureiros promovem atividades voltadas para crianças e acompanhantes, espalhando sorrisos de alívio em momentos difíceis

Mesmo com a atenção e o carinho dos profissionais de saúde, o ambiente hospitalar está associado a momentos difíceis, como a luta contra uma doença ou um tratamento complicado. O papel dos voluntários nos hospitais é fundamental no enfrentamento desses dias nebulosos.

Voluntários brincam e cantam para pacientes e familiares, oferecendo alegria em dias difíceis | Fotos: Divulgação/Agência Saúde

Há grupos que realizam oficinas com pacientes e acompanhantes, que fazem teatro e brincadeiras, enquanto outros levam músicas ou contam histórias. Há também aqueles que distribuem presentes. Existe, entretanto, algo em comum: todos levam amor e alegria, que amenizam o sofrimento e tiram o foco da rotina de um hospital.

Referência no atendimento a crianças e gestantes no Distrito Federal, o Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib) conta com a dedicação e o apoio de alguns grupos voluntários fixos e outros que exercem atividades esporádicas ou em datas comemorativas.

A dupla de palhaços Fernanda Vinci e Joaquim Olimpio forma o Plantão de Palhaços. Eles interagem com crianças e adultos com o objetivo de criar laços de amizade e cumplicidade com os pacientes, seus parentes e profissionais da saúde. “A intervenção da palhaçaria hospitalar busca despertar a alegria, levando diversão e descontração nas recepções, salas de espera, corredores, ambulatórios, enfermaria e demais setores do Hmib”, conta Fernanda.

Joaquim Olimpio e Fernanda Vinci formam o Plantão de Palhaços
Joaquim Olimpio e Fernanda Vinci formam o Plantão de Palhaços

“O Plantão de Palhaços faz a alegria das crianças. Temos também uma dupla de músicos que visita as alas pediátricas todas as sextas-feiras e faz atividades de musicalização com as crianças. O grupo Costurinha faz uma visita mensal para doar enxovais que são distribuídos às mães internadas”, explica a coordenadora do voluntariado do Hmib, Rejane dos Santos.

Causa maior

Os voluntários doam seu tempo em prol de uma causa maior: aliviar dores e preocupações de pais e crianças. A certeza de que puderam deixar o dia um pouco mais leve é a melhor recompensa para todo grupo de voluntários.

“A palhaçaria hospitalar é um trabalho de troca. Eu exploro as técnicas de palhaçaria buscando uma conexão de presença com os pacientes e com cada pessoa no hospital. Nós criamos brincadeiras que trazem momentos de alegria, cumplicidade e humanidade dentro de um ambiente muitas vezes difícil de lidar. Quando um sorriso acontece, há um momento de alívio, e aí sinto que nosso trabalho vale a pena”, confirma Joaquim.

“A palhaçaria me permite transformar por dentro e por fora. Tem uma arte, a arte da ‘escuta’. Essa escuta é um circuito amoroso de partilha de sentimentos, uma presença genuína que vai nos conectando com a gente mesmo e com os outros”, completa Fernanda.

“Os hospitais, muitas vezes, são ambientes tensos, onde fala-se muito sobre doenças e tratamentos. Esses voluntários chegam e trazem um respiro, um alívio para o sofrimento. É um trabalho muito importante no processo de recuperação”, conclui, emocionada, a coordenadora Rejane.

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