Juntando migalhas: Rollemberg volta a falar em dificuldade para pagar salários de servidores

Decisão sobre pagamento integral, porém, será tomada no fim do mês, quando fechar a folha de pessoal. Para garantir os vencimentos aos servidores, governo é obrigado a adequar repasses para fornecedores e prestadores de serviços

Por Guilherme Pera

O governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, reafirmou nesta terça-feira (15) que o governo está fazendo todos os esforços para assegurar o pagamento em dia do salário dos servidores do DF. Até o momento, o Executivo local tem obtido sucesso em garantir o depósito integral dos vencimentos até o quinto dia útil, mas essa é uma decisão que o governo só consegue adotar no fechamento da folha de pessoal, na última semana de cada mês.

Em evento de entrega de mais 500 escrituras (chegando ao total de 29.642 documentos distribuídos nesta gestão) no Riacho Fundo II na terça-feira (15), Rollemberg destacou que o DF vive uma situação financeira difícil e, ainda assim, tem conseguido honrar o compromisso com os servidores.

“Desde o início do governo, damos prioridade ao servidor. Fazemos todo o esforço para manter os salários integrais e em dia”, disse. Ele confirmou que a situação fiscal do DF é difícil, mas afirmou que “buscará até o último momento alternativas para garantir o pagamento”.

Rollemberg explicou que o governo tem sido obrigado a atrasar pagamentos a fornecedores e prestadores de serviços, como os da empresa de vigilância Juiz de Fora. O governo repassou, nesta terça, R$ 6 milhões à companhia, para fazer o pagamento aos funcionários terceirizados.

Na entrega de escrituras, Rollemberg dialogou com integrantes do Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio, Conservação, Trabalho Temporário, Prestação de Serviços e Serviços Terceirizáveis no DF (Sindiserviços) e os comunicou do repasse.

Compensação previdenciária

Uma das alternativas citadas pelo governador nesta manhã é o recebimento de R$ 780 milhões devidos pela União ao DF, referentes à compensação previdenciária. “Todos os meses, desembolsamos R$ 200 milhões para pagar a aposentadoria de quem entrou para o serviço público do DF antes de 2006”, detalhou.

A questão está no Supremo Tribunal Federal. Rollemberg afirmou que esse montante garantiria os pagamentos até o fim do ano. “Não é um privilégio, é nosso direito. O governo federal nos deve, reconhece isso, mas não transfere esse dinheiro tão importante para o DF.”

Fonte: Agência Brasília

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