Por Kleber Karpov
Uma paciente agrediu uma técnica de enfermagem com um cabo de carregador de celular, na madrugada de terça-feira (29/Set), na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Riacho Fundo II, no Distrito Federal. Colegas de plantão intervieram para conter a agressora e socorrer a servidora, que não se identificou. O episódio motivou manifestação do Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal (Coren-DF) com cobrança de providências ao Executivo local.
Representantes do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF) informaram que os trabalhadores do plantão agiram de imediato para interromper a violência física. A agressora apresentou agitação severa, recebeu contenção no local e permaneceu sob observação médica para suporte clínico.
A funcionária agredida recebeu cuidados da equipe médica da própria unidade de pronto atendimento e foi afastada das escalas regulares. A administração do instituto formalizou queixa com o registro de boletim de ocorrência na Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) para averiguação criminal.
“A equipe assistencial interveio imediatamente para interromper a agressão e preservar a segurança da profissional e dos demais presentes. A paciente, que apresentava um quadro de agitação, foi contida pela equipe e permaneceu sob cuidados assistenciais para avaliação e acompanhamento”, comunicou o Iges-DF por meio de nota oficial.
Representantes da entidade gestora acrescentaram que reforçam os fluxos de segurança e acolhimento nas dependências hospitalares. Segundo a instituição, planos contínuos de orientação buscam prevenir ataques e proteger os trabalhadores nas unidades do Distrito Federal.
Cobrança do conselho de classe
O presidente do Coren-DF, Elissandro Noronha, cobrou ações efetivas da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) e do Governo do Distrito Federal (GDF). A entidade de classe pediu rigor na fiscalização e proteção integral da categoria no ambiente de trabalho.
“Até quando a enfermagem terá que suportar a violência no exercício da profissão? Até onde pode chegar a ira de alguém que não conseguiu atendimento? Basta de violência! A enfermagem está na linha de frente para cuidar e também deve ser protegida”, declarou Elissandro Noronha.
O dirigente sindical defendeu a regulamentação imediata da Lei 7.743, de 2025, que determina o uso de vigilância privada especializada nos postos públicos. A entidade também reivindicou a efetivação da Lei 7.934, de 2026, texto que cria o Programa de Proteção e Segurança Integral aos Profissionais de Saúde no Distrito Federal.
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Graduado em Jornalismo (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Criador do Comitê Virtual (www.comitevirtual.com.br), plataforma de gestão de campanhas eleitorais. Criador do PubliqueAi (www.publiqueai.com), primeira plataforma brasileira de produção técnica de textos jornalísticos ou jurídicos, com uso de Inteligência Artificial; Criador do Quero Meu Carro de Volta (www.queromeucarrodevolta.com.br), lançado em 2012. Serviço de utilidade pública para vítimas de roubos e furtos de veículos em todo o país; Ex-produtor e apresentador do programa Panorama Político na Rádio Federal;
















