Por Kleber Karpov
Inventando moda… Essa foi a conclusão que este articulista chegou, há pouco mais de um mês quando o administrador da Região Administrativa (RA) Ceilândia, Renato Santana, removeu as pedras portuguesas, da Avenida Central, há pouco mais de um mês. ‘Desperdício de dinheiro público’, pensei. O que na ocasião desconhecia era que havia um “olhar de mulher”, sem desmerecer Santana, a planejar algo fantástico à uma comunidade, quase sempre relegada a segundo plano.
Na última semana, a governadora do DF, Celina Leão veio com um ‘papo estranho’ de “requalificação” da Avenida Central, ocasião em que disse “A gente pensa diferente. É o olhar da mulher”. Como PDNews havia realizado, há algumas semanas, cobertura de uma bronca dada pela equipe de jornalismo de Ceilândia Muita Treta, após uma intervenção em uma quadra da cidade. Em uma área com uma árvore de grande porte em um lote e uma quadra poliesportiva, em que a população depredou o espaço de convivência, recém instalado pela Administração Regional. Mas, a frase da governadora abriu um questionamento sobre: o que estão a aprontar? Isso quanto as possibilidades que justificassem a retirada da pedras portuguesas.
Mas, neste domingo (29/Set), a frase dita por Celina Leão, a “requalificação”, anunciada por Celina Leão, ganhou uma dimensão totalmente diferente, quando postou, nas redes sociais, sobre os materiais que haviam chegado para conclusão da obra e, sobretudo, ao mostrar o que seria a tal requalificação.
Mais que requalificar, o olhar da mulher, entrega muito a mais à RA Ceilândia, berço da diversidade cultural do Distrito Federal. O olhar da mulher, deve ressignificar a forma como a cidade deve se auto enxergar e, sobretudo como o restante da população do DF deve passar a compreender as antigas cidades satélites, atuais regiões administrativas, no contexto do Distrito Federal como um todo.
Celina Leão, Não apenas com a iniciativa de “requalificação, de Avenida Central, com os quase dois quilômetros, deixa claro que um gestor com um olhar sensível, todos os recantos do DF podem e devem ser ressignificados, compreendidos e contemplados com amplos espaços de convivência.
Manobra eleitoreira? Talvez, mas pouco provável. A este articulista tem parecido ser de fato o efeito do diferencial do olhar da mulher, sobre uma população tão jogada ao aquém dos governos de plantão. Reflexo disso, é por exemplo, o GDF na Sua Porta, uma ação simples, que joga por terra burocracias que demandam, dias, semanas, meses e até décadas, para se entregar soluções, algo facilmente resolvivel, as vezes em questão de horas.
A este articulista, fica a estupefação, ao ver os maravilhosos pisos portugueses, que certamente devem ser aproveitados em outras entregas, a dar lugar a um projeto tão amplo, acolhedor, ‘requalificado’ e cheio de ressignificação.
É torcer para que a população ceilandense receba e preserve para Ceilândia Muita Treta, não ter que puxar a orelha dos desatentos.
















