Por Redação
O médico gastroenterologista e hepatologista Rodrigo Lovatti publicou, no sábado (22/Ago), um vídeo de alerta sobre a disseminação de supostos tratamentos para o câncer utilizando medicamentos antiparasitários, como a Ivermectina e o Mebendazol. Na denúncia, o especialista classifica a prática como um “golpe” e “vigarice”, promovida por perfis de “médicos integrativos” com grande alcance nas redes sociais, que se aproveitam da vulnerabilidade de pacientes e familiares para vender “falsas ilusões”.
Lovatti destaca como o desespero de pessoas doentes pode se tornar um campo fértil para práticas fraudulentas. Ele aponta que a fragilidade emocional e física de quem enfrenta uma doença grave, como o câncer, torna a pessoa mais suscetível a acreditar em promessas de curas simples e milagrosas.
“Quando a fragilidade humana vira terreno fértil para bandido vender falsas ilusões. E como a gente sabe, bandido tem qualquer lugar. E na medicina, infelizmente, não é diferente”, afirmou o médico.
O especialista reforça que a vulnerabilidade é máxima quando um indivíduo ou um ente querido está doente. Essa condição, segundo ele, leva as pessoas a aceitarem qualquer esperança, mesmo que sem fundamento. “Acaba que a gente acredita em qualquer balela e o nosso cérebro tende a aceitar, a acreditar naquilo que, possivelmente, vai convir a gente, no caso, um tratamento simples para um problema grave que nós temos”, explicou Lovatti.
Falta de embasamento científico
A principal crítica do médico é direcionada a profissionais de saúde, especialmente da linha integrativa, que estariam usando suas plataformas com mais de um milhão de seguidores para promover a ideia de que a indústria farmacêutica esconde a cura do câncer. Essas alegações, segundo Lovatti, são baseadas em “publicações extremamente limitadas, pequenas e com uma série de vieses”.
Ele contrapõe a ideia de uma solução simplista à complexidade real da doença. O câncer, explica o médico, não é uma doença única, mas um conjunto de condições com múltiplos fatores envolvidos, o que torna improvável que um simples antiparasitário seja eficaz.
“Infelizmente, o câncer é uma doença extremamente complexa, não é a mesma doença. Envolve receptores, alterações celulares, genéticas, enfim, uma série de mecanismos que vão levar ao surgimento de um determinado tumor e não será um antiparasitário ou uma combinação de antiparasitários simplesmente que vai tratar a sua doença”, detalhou Lovatti.
Alerta de utilidade pública
Ao final de sua manifestação, Dr. Rodrigo Lovatti classifica o assunto como de “utilidade pública” e pede para que a informação seja compartilhada. O objetivo, segundo ele, é evitar que mais pessoas se tornem vítimas do que descreve como uma prática fraudulenta no campo da medicina.
O médico finaliza com um apelo direto para que as pessoas não se deixem enganar por essas propostas de tratamento. “…não caiam nessa vigarice de tratamento neoplásico com antiparasitários”, concluiu.
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Graduado em Jornalismo (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Criador do Comitê Virtual (www.comitevirtual.com.br), plataforma de gestão de campanhas eleitorais. Criador do PubliqueAi (www.publiqueai.com), primeira plataforma brasileira de produção técnica de textos jornalísticos ou jurídicos, com uso de Inteligência Artificial; Criador do Quero Meu Carro de Volta (www.queromeucarrodevolta.com.br), lançado em 2012. Serviço de utilidade pública para vítimas de roubos e furtos de veículos em todo o país; Ex-produtor e apresentador do programa Panorama Político na Rádio Federal;













