Mobilização cobra tratamento e direitos de pacientes com fibromialgia

Eventos pelo país buscam visibilidade para síndrome e cobram efetivação de lei no SUS

Por Kleber Karpov

Pacientes com fibromialgia e apoiadores realizaram uma série de mobilizações em diversas cidades do Brasil neste domingo (17/Mai) para cobrar a garantia de direitos e o acesso a tratamento adequado no Sistema Único de Saúde (SUS). Em Brasília, o evento no Parque da Cidade ofereceu atividades como acupuntura e orientação profissional, buscando dar visibilidade a uma síndrome crônica que afeta significativamente a qualidade de vida dos portadores.

O Estado brasileiro reconheceu formalmente a condição através de uma lei federal sancionada em 2023, que estabelece diretrizes para o atendimento no SUS. A legislação prevê abordagem multidisciplinar, mas o acesso ao diagnóstico e ao tratamento especializado ainda é um obstáculo para muitos pacientes no país.

Legalmente, a lei permite que pacientes com fibromialgia sejam enquadrados como Pessoa com Deficiência (PcD), mediante avaliação biopsicossocial, o que possibilita o acesso a benefícios previdenciários. Contudo, a efetivação desses direitos ainda enfrenta barreiras significativas.

A servidora pública Ana Dantas, de 45 anos, uma das organizadoras do evento, explica que a mobilização nacional busca dar mais visibilidade para a doença. “É uma doença que não é visível, ela existe no nosso corpo, mas não ninguém vê”, disse, ao observar que “A nossa mobilização é no intuito de buscar políticas públicas, adequar a demanda da comunidade fibriomiálgica no SUS”, disse Ana Dantas.

Para a a enfermeira Flávia Lacerda, que participou da atividade. “Na prática, apesar da lei, o acesso a benefícios e direitos ainda é muito burocrático. E muitos profissionais ainda não sabem inclusive dessa lei e como abordar o problema. A lei precisa pegar de verdade”, destacou.

Os desafios do diagnóstico e da convivência

Ana Dantas, que descobriu a doença há pouco mais de um ano, descreve as dificuldades diárias impostas pela condição, que é mais comum em mulheres com idade entre 30 e 60 anos. “Coisas que a gente fazia ali durante 20 minutos se gasta umas três ou quatro horas para poder finalizar. É tudo muito lento, tem a questão do esquecimento, a gente esquece as coisas fácil, além da dor que afeta todo o corpo”, relatou.

As causas da fibromialgia não são totalmente conhecidas, mas especialistas apontam para alterações no sistema nervoso central que amplificam a percepção da dor. O tratamento envolve uma abordagem combinada de medicamentos, exercícios físicos e terapias para controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida.

“Nesse processo de abordagem da doença, a gente desenvolve a consciência, é o que a gente chama de psicoeducação, sobre tudo o que envolve essa condição, as limitações. Porque afeta a autoestima de muitas mulheres, justamente porque elas ficam muito limitadas, então é muito importante saber como lidar e receber acolhimento”, apontou a psicóloga Mariana Avelar.

Uma síndrome invisível com impacto real

A fibromialgia é definida como uma síndrome crônica que causa dores musculares e articulares generalizadas. A condição é frequentemente acompanhada por fadiga intensa, distúrbios do sono, dificuldades de concentração e alterações de humor, afetando a capacidade de realizar atividades cotidianas e o desenvolvimento profissional.



Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894 Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Graduado em Jornalismo (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Criador do Comitê Virtual (www.comitevirtual.com.br), plataforma de gestão de campanhas eleitorais. Criador do PubliqueAi (www.publiqueai.com), primeira plataforma brasileira de produção técnica de textos jornalísticos ou jurídicos, com uso de Inteligência Artificial; Criador do Quero Meu Carro de Volta (www.queromeucarrodevolta.com.br), lançado em 2012. Serviço de utilidade pública para vítimas de roubos e furtos de veículos em todo o país; Ex-produtor e apresentador do programa Panorama Político na Rádio Federal;

 

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