Por Kleber Karpov
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) inicia, nesta segunda-feira (02/Fev), a aplicação do anticorpo Nirsevimabe em bebês prematuros e crianças com comorbidades. A medida deve contemplar nascidos de até 36 semanas e seis dias de gestação, além de menores de 24 meses com condições de saúde específicas. O objetivo da ação é prevenir infecções graves causadas pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal agente de bronquiolites e pneumonias nos primeiros meses de vida.
A pasta recebeu do Ministério da Saúde um lote com 354 doses do medicamento para o início da estratégia nacional. O carregamento inclui frascos destinados a bebês com menos de cinco quilos e unidades para crianças acima desse peso. A aplicação deve ocorrer em maternidades públicas para prematuros que ainda estão em internação e em Unidades Básicas de Saúde (UBSs) para quem já recebeu alta.
O Distrito Federal deve utilizar cerca de 1,6 mil doses remanescentes de uma aquisição feita com recursos próprios em 2025. A estratégia nacional busca ampliar a cobertura iniciada de forma pioneira pela unidade da federação no ano anterior. A gerente da Rede de Frio Central, Tereza Luiza Pereira, afirmou que a distribuição aos locais de aplicação garante a proteção aos bebês contra o vírus.

Prevenção e eficácia clínica
O Nirsevimabe não se caracteriza como vacina, mas como um anticorpo que oferece proteção direta contra o VSR. O período de maior circulação do vírus ocorre habitualmente entre os meses de março e julho. Especialistas recomendam que pais mantenham cuidados adicionais com os bebês, como evitar aglomerações e higienizar as mãos com frequência antes do contato com as crianças.
A referência técnica de pediatria da SES-DF, Juliana Queiroz, destacou os resultados esperados com a nova tecnologia. Ela ressaltou que o medicamento atua como uma ferramenta fundamental para evitar o agravamento de doenças respiratórias na primeira infância. O uso do anticorpo deve reduzir a procura por pronto-socorros e a ocupação de leitos pediátricos.
“O Nirsevimabe é uma grande arma para proteger as nossas crianças menores de dois anos contra quadros de bronquiolite graves. Na prática, são menos crianças em pronto-socorros, menos internação, menos espera por UTI pediátrica”, disse Juliana Queiroz.
Pioneirismo no cenário nacional
A médica Juliana Queiroz lembrou que o Distrito Federal foi a primeira unidade da federação a utilizar o Nirsevimabe no Brasil. Em 2025, o governo local adquiriu o insumo com recursos próprios para enfrentar o período de sazonalidade das doenças respiratórias. A medida permitiu a redução do registro de casos graves e do número de óbitos entre a população infantil.
A aplicação do medicamento integra agora uma estratégia coordenada pelo Ministério da Saúde. Pais e responsáveis podem consultar a lista de locais de atendimento no portal oficial da secretaria. As equipes de saúde nas UBSs estão preparadas para avaliar cada caso e tirar dúvidas sobre a administração do anticorpo.
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.










