Por Kleber Karpov
O Governo Federal consolidou (31/Dez) a expansão dos serviços de saúde pública com a marca de 14,5 milhões de cirurgias eletivas e o aumento do programa Mais Médicos para 27,3 mil profissionais. As medidas visam a redução das filas de espera e o fortalecimento da atenção primária por meio de investimentos do Novo PAC e da retomada de políticas como o Farmácia Popular e o Brasil Sorridente em todo o território nacional.
Da consulta ao tratamento
O SUS registrou recorde histórico de cirurgias eletivas em 2025, o que representa um crescimento de 37% em relação aos dados de 2022. O Governo Federal avançou de forma consistente no acesso à atenção especializada com o programa Agora Tem Especialistas, que atua desde a fase de diagnóstico até a conclusão do tratamento.
“Minha vida agora deve mudar para melhor. Vou trabalhar tranquilo, sem sentir a dor que sentia. Do jeito que foi bom para mim, deve ser bom para o pessoal que está na fila à espera das cirurgias. Agora tem mais cirurgia”, disse Lindemberg da Silva, motorista de aplicativo que recebeu diagnóstico de cálculo na vesícula e realizou o procedimento em Recife (PE).
O programa contabilizou mais de 150 mil procedimentos em mutirões de hospitais universitários e realizou 17,5 mil atendimentos em áreas indígenas. As ações somam 1,2 milhão de cirurgias oftalmológicas, 3 milhões de mamografias para rastreamento e 6 milhões de teleatendimentos que alcançaram 2,9 mil municípios.
Expansão do Mais Médicos
O Ministério da Saúde superou a meta inicial de provimento de especialistas ao contratar 577 profissionais na segunda chamada do programa. O Mais Médicos dobrou de tamanho desde março de 2023 e ampliou em 99% o número de profissionais em atuação. O contingente de 27,3 mil médicos permitiu que o SUS qualificasse a assistência na Atenção Primária em 4,5 mil municípios.
A ampliação impacta de forma direta a garantia de acesso ao cuidado para 67 milhões de brasileiros. O número de atendimentos na porta de entrada do sistema cresceu 30% entre 2022 e 2025, com salto de 23,9 milhões para 31 milhões de consultas anuais. Nas áreas indígenas, o número de médicos nos distritos sanitários específicos passou de 325 para 706 profissionais no mesmo período.
Saúde bucal e Farmácia Popular
O programa Brasil Sorridente habilitou 34.311 equipes de saúde bucal em 5.178 municípios até outubro de 2025. O governo entregou 424 Unidades Odontológicas Móveis e planeja a entrega de outras 400 unidades até o primeiro semestre de 2026. A estratégia prioriza o atendimento itinerante para populações com dificuldade de acesso aos centros urbanos.
O Farmácia Popular passou a oferecer 100% de gratuidade em todos os medicamentos e insumos a partir de fevereiro de 2025. O alcance do programa cresceu 68% em comparação a 2022 e atende atualmente 27 milhões de pessoas. O investimento saltou de R$ 7,5 bilhões no período anterior para R$ 12,6 bilhões entre 2023 e 2025.
Investimentos em infraestrutura
O Novo PAC destinou R$ 31,5 bilhões para obras e equipamentos de saúde no país. O Governo Federal conduziu 3.201 obras entre 2023 e 2025, volume 14 vezes superior ao registrado entre 2019 e 2021. A seleção contempla 1,9 mil Unidades Básicas de Saúde, policlínicas, maternidades e a renovação da frota do SAMU com a entrega de 2.223 novas ambulâncias.
Eliminação da transmissão de HIV
O Brasil alcançou a menor taxa de mortalidade por aids em 32 anos após queda de 13% nos óbitos entre 2023 e 2024. O país superou a meta de 95% de cobertura em pré-natal e tratamento para gestantes que vivem com o vírus. A Organização Mundial da Saúde (OMS) concedeu ao Estado o certificado de eliminação da transmissão vertical do HIV.
“Não tive receio em nenhum momento, sabia que meu filho nasceria sem HIV, já que faço todo o tratamento com os antirretrovirais e levo uma vida saudável, praticando esportes”, disse Maria Clara Tavares, que vive com o vírus e deu à luz um bebê saudável.
Recuperação da cobertura vacinal
O Programa Nacional de Imunizações registrou alta na cobertura de 15 das 16 vacinas do Calendário Nacional em 2025. O avanço reverte a tendência de queda que ocorria desde 2016 e garantiu ao país o certificado de área livre do sarampo. O Ministério da Saúde incluiu a imunização contra o vírus sincicial respiratório para gestantes com foco na prevenção da bronquiolite.
O enfrentamento à dengue ganhou o reforço da vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan, que possui eficácia global de 74,4%. As primeiras 1,3 milhão de doses devem ser disponibilizadas para profissionais da saúde até o fim de janeiro de 2026. O ministro Alexandre Padilha ressaltou que a vacina é uma arma importante, mas não substitui as ações de prevenção domiciliar.
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.












