Busca ativa vai ampliar alcance de auxílio para órfãos de feminicídio

No primeiro mês, programa Acolher Eles e Elas amparou 40 órfãos. Todos os dependentes de vítimas a partir de 2015 têm direito ao benefício. Saiba como buscar acolhimento

O programa Acolher Eles e Elas, conduzido pela Secretaria da Mulher do Distrito Federal (SMDF), está atualmente realizando uma busca ativa para identificar as famílias que podem solicitar o benefício de um salário mínimo para cada órfão de mães vítimas de feminicídio. Essa iniciativa é parte do compromisso do Governo do Distrito Federal (GDF) em auxiliar crianças e jovens a enfrentarem os impactos psicológicos decorrentes dessa trágica situação. No decorrer do primeiro mês de funcionamento, o programa acolheu 40 órfãos, e a documentação está atualmente em processo de análise para a concessão do benefício.

Ivani Lima, avó de uma criança de 2 anos que perdeu a mãe há 6 meses devido ao feminicídio, recebeu rapidamente a ligação da equipe do programa e agendou o acolhimento. “Soube do programa em um dia e, no outro, antes mesmo de fazer a ligação, já entraram em contato comigo. Essa iniciativa é muito boa. Vai ajudar a custear alimentação, fraldas e leite, por exemplo. Ficar no lugar de mãe é uma missão muito difícil, e ter esse auxílio vai nos dar a oportunidade de focar no crescimento da criança”, disse.

Para iniciar o processo, as famílias podem entrar em contato pelos telefones (61) 3330-3118 e (61) 3330-3105. Durante a ligação, a equipe da SMDF explica quais são os documentos necessários e agenda o atendimento individual na sede da secretaria, localizada no anexo do Palácio do Buriti. Após a aprovação do benefício, os órfãos receberão um cartão-benefício pelo Banco de Brasília (BRB) em até 30 dias, na residência indicada.

Maíra Castro, subsecretária de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher da SMDF, esclarece que para acessar o auxílio, é necessário apresentar uma documentação específica, incluindo boletim de ocorrência, comprovante de residência, uma declaração atestando o vínculo com o órfão, documentos pessoais do órfão e do responsável, além de uma declaração de vulnerabilidade.

“Temos 363 órfãos registrados desde que a lei do feminicídio entrou em vigor. A intenção é que todos aqueles que precisam possam ser contemplados. Para aquelas famílias que já recebem algum crédito, ele não será cortado por conta do novo benefício, e todos os órfãos têm direito. Se a mãe foi vítima de feminicídio a partir de 2015 terão acesso”, destaca Maíra.

Documentos a serem apresentados:

→ Boletim de ocorrência;
→ Comprovante de residência;
→ Comprovante do vínculo com o órfão;
→ Documentos pessoais do órfão e do responsável;
→ Formulário de vulnerabilidade entregue pela Secretaria da Mulher.

CNH vencida entre junho e setembro tem validade extra até dezembro

O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) prorrogou, excepcionalmente, a...

População do Itapoã recebe UBS 5 para atendimentos médicos

Por Kleber Karpov A Secretaria de Estado de Saúde do...

Eleições do Sistema Cofen/Conselhos Regionais têm 89 chapas deferidas

Por Kleber Karpov O Sistema Cofen/Conselhos Regionais deferiu 89 chapas...

Conselho Superior do MPF deve analisar mensagens de Vorcaro sobre Paulo Gonet

Por Kleber Karpov O Conselho Superior do Ministério Público Federal...

Destaques

CIL Online amplia atendimento em Libras no DF com meta de 400 intermediações mensais

Por Kleber Karpov O Governo do Distrito Federal mantém o...

CNH vencida entre junho e setembro tem validade extra até dezembro

O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) prorrogou, excepcionalmente, a...

Celina Leão troca ofensas por fatos para rebater postura de Lula ao se manifestar sobre escândalo do BRB

Por Kleber Karpov Na mesma Região Administrativa (RA), em que...

População do Itapoã recebe UBS 5 para atendimentos médicos

Por Kleber Karpov A Secretaria de Estado de Saúde do...