Poder da fala: Gestão de Ibaneis oferece laringe eletrônica a população do DF

“Uma maravilha.” Foram essas as primeiras palavras de um dos beneficiados com a laringe eletrônica, prótese que passou a ser oferecida pelo GDF

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“O fornecimento das laringes é a concretização de um trabalho em equipe que envolveu muitas pessoas para que fosse possível contemplar nosso usuário, que é a nossa finalidade. A entrega de hoje representa o resultado desse esforço”, comemora Maria Paula Toledo, RTD colaboradora de fonoaudiologia da SES/DF.

Beneficiados

O primeiro a receber o aparelho foi o morador de São Sebastião, Raimondo Bandeira Subrinho, de 78 anos. O aposentado chegou logo cedo ao Naopme, localizado na galeria da estação do metrô da 114 Sul, ansioso para retirar o recurso que muda sua vida. “A gente fica nervoso, pois perdemos a fala de uma vez”, lembra.

Raimondo passou pela cirurgia em 2014. Durante a entrega, recebeu da fonoaudióloga Maria Cláudia Santos de Arruda as instruções de uso do aparelho e aproveitou para testar e tirar suas dúvidas. “Eu agradeço vocês. Isso é muito importante para mim”, elogiou o atendimento recebido pela equipe que o acompanha.

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O segundo a receber um equipamento foi Claudionor Bispo dos Santos. Acompanhado do genro, o morador de Planaltina, de 66 anos, estava na expectativa para receber a laringe eletrônica. Desde que fez a cirurgia, em dezembro de 2020, ele não conseguia se comunicar, o que o deixava apreensivo.

Ao ver o aparelho e fazer os primeiros testes, ficou emocionado. “Uma maravilha”, disse e brincou que agora vai poder gritar novamente nos jogos do seu time, Botafogo. Agora, Claudionor vai passar pelas sessões de reabilitação, nas quais aprende as técnicas para melhor uso e aproveitamento do recurso.

Segundo a fonoaudióloga Maria Cláudia, normalmente são necessárias de três a quatro sessões no processo de reabilitação para o aprendizado da utilização da laringe eletrônica. Após esse período, o paciente recebe alta. As sessões para os pacientes acompanhados pela Secretaria de Saúde são realizadas no serviço de referência em cabeça e pescoço que funciona no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF).

“Proporcionar ao usuário que ele possa novamente se comunicar oralmente vai trazer impacto profundo na sua qualidade de vida e permitir sua reinserção no ambiente social, laboral e de lazer”Yara Régia Santos, fonoaudióloga da SES

“A perda da possibilidade da fala impacta muito a qualidade de vida do ser humano. Nós somos seres comunicativos. Quando perdemos isso, perde-se qualidade de vida e afeta a própria identidade da pessoa. Proporcionar ao usuário que ele possa novamente se comunicar oralmente vai trazer impacto profundo na sua qualidade de vida e permitir sua reinserção no ambiente social, laboral e de lazer”, destaca Yara Régia Silva Santos, RTD de fonoaudiologia da SES/DF.

Cadastro

Os pacientes submetidos à laringectomia passam por avaliação no serviço de cabeça e pescoço e, caso seja indicado o uso da laringe eletrônica, são encaminhados para realizar o cadastro no Naopme. Com o cadastro, entram na fila de espera pelo equipamento.

O cadastro é feito de forma presencial no Núcleo de Atendimento Ambulatorial de Órteses e Próteses e Materiais Especiais, localizado na Estação do Metrô da 114 Sul, Praça do Cidadão. O telefone é o(61) 3346-4525.

Aparelho

A laringe eletrônica consiste em uma espécie de bastão que ao ser colocado na região do pescoço, faz a emissão de ondas sonoras, produzindo uma voz robotizada. Não substitui a fala humana, mas devolve ao paciente a capacidade de se comunicar por meio da fala.

O aparelho vem acompanhado de pilhas recarregáveis, carregador e cordão para que a pessoa possa levar sempre consigo o equipamento. Além disso, permite o ajuste de intensidade e frequência.

FONTEAgência Brasília
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