Por Kleber Karpov
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado (03/Jan) que o governo norte-americano deve administrar a Venezuela por tempo indeterminado. Em pronunciamento oficial realizado em Mar-a-Lago, na Flórida, o republicano confirmou a captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, durante operação militar em Caracas. Segundo o mandatário, a permanência das tropas no país vizinho deve durar até que ocorra uma transição de poder considerada adequada por Washington.
“Vamos administrar o país até que possamos realizar uma transição segura, adequada e criteriosa. Não queremos nos envolver em colocar outra pessoa no poder e acabar na mesma situação que tivemos por um longo período de anos”, afirmou o presidente norte-americano.
Intervenção no setor petrolífero
O governo dos Estados Unidos deve assumir o controle direto das reservas de petróleo venezuelanas, as maiores do planeta. Trump declarou que grandes empresas petrolíferas estadunidenses devem ser levadas ao país para investir bilhões de dólares na recuperação da infraestrutura local. O presidente justificou a medida alegando que a produção atual era insuficiente e que o setor deve ser reconstruído para gerar recursos sob gestão norte-americana.
O presidente ameaçou ainda com o lançamento de uma segunda onda de ataques militares caso haja resistência interna. De acordo com o relato oficial, a incursão inicial neutralizou as defesas venezuelanas sem registrar baixas entre os soldados dos Estados Unidos. Trump classificou a ação como uma das demonstrações mais eficazes da competência militar da história do país.
Processo judicial em Nova York
Nicolás Maduro e Cilia Flores devem enfrentar a justiça norte-americana por acusações de narcoterrorismo. O indiciamento corre no Distrito Sul de Nova York, sob responsabilidade de Jay Clayton. Antes do pronunciamento, Trump divulgou imagens de Maduro sob custódia, supostamente a bordo do navio militar USS Iwo Jima.
A operação militar teria ocorrido durante a madrugada, aproveitando falhas no fornecimento de energia da capital venezuelana. “As luzes de Caracas estavam em grande parte apagadas devido a uma certa expertise que possuímos. Estava escuro e foi letal”, declarou o republicano ao descrever o momento da captura do líder venezuelano e de sua comitiva.
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.









