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21 mar 2026 12:21

Reduz número de pedestres e ciclistas mortos no trânsito do DF em 2025

Dados do Detran-DF apontam queda de 11,1% em mortes de ciclistas e 4,9% em pedestres no DF; motociclistas e sinistros com álcool aumentam

Por Kleber Karpov

Dados estatísticos divulgados pelo Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF), nesta terça-feira (03/Fev), revelaram uma redução nas mortes de ciclistas e pedestres em 2025, em comparação com 2024, mas também alta do número de motociclistas vitimados e de sinistros fatais relacionados ao uso de álcool, registrados na Capital Federal. O levantamento, essencial para subsidiar ações de educação e fiscalização, mostra um cenário misto na segurança viária do DF, conforme apurado pela Gerência de Estatística do Detran-DF.

Índices de mortalidade

O Detran-DF registrou uma diminuição no número de ciclistas e pedestres mortos em acidentes de trânsito em 2025. A quantidade de ciclistas falecidos caiu de 18 em 2024 para 16 em 2025, representando uma redução de 11,1%. As mortes de pedestres também apresentaram queda de 4,9%, passando de 82 em 2024 para 79 em 2025.

Por outro lado, o Detran-DF atestou ainda um aumento preocupante na fatalidade envolvendo motociclistas, que subiu 40,5%, de 74 óbitos em 2024 para 104 em 2025. Paralelamente, os sinistros fatais com presença de álcool como fator de risco cresceram 46,2%, totalizando 38 ocorrências em 2025 contra 26 no ano anterior. Este cenário complexo demanda atenção e estratégias direcionadas para a segurança viária.

“A vulnerabilidade e o desrespeito às leis de trânsito estão presentes na maioria das ocorrências que resultam em morte e a redução desses fatores depende que cada cidadão se conscientize mais do seu papel na segurança viária”, explicou o diretor-geral do Detran-DF.

Ações preventivas

De acordo com Bellini, tais dados são de suma importância para o planejamento e efetivação de ações preventivas. Bellini ressaltou que a conscientização de cada cidadão é fundamental para a segurança no trânsito e a redução dos fatores de risco. Além de destacar a necessidade de obediência às regras de trânsito e às orientações das equipes de fiscalização e educação viária.

“Esse levantamento da Gerência de Estatística é muito importante para subsidiar o planejamento de ações de educação, engenharia de tráfego e fiscalização de trânsito mais assertivas, levando em conta os tipos de sinistros, o perfil das vítimas e os fatores de risco. Temos observado que a vulnerabilidade e o desrespeito às leis de trânsito estão presentes na maioria das ocorrências que resultam em morte e a redução desses fatores depende que cada cidadão se conscientize mais do seu papel na segurança viária, obedecendo às regras de trânsito e as orientações das nossas equipes, que estão todos os dias na rua e em diversos lugares de concentração das pessoas, como parques, shoppings, feiras, bares, escolas e empresas, por exemplo”, explicou o diretor-geral.

Cenário geral e fatores de risco

O total de acidentes de trânsito com morte no DF atingiu 258 em 2025, um aumento de 15,2% em relação aos 224 registrados em 2024. Estas ocorrências resultaram na morte de 271 pessoas em 2025, contra 229 em 2024, indicando um aumento de 18,3% no número total de óbitos. Desses, 90 ocorreram em vias urbanas, 106 em rodovias distritais e 62 em rodovias federais.

Entre os principais fatores de risco identificados nos 258 acidentes fatais registrados em 2025, figuraram: perda do controle do veículo (69 casos), imprudência do pedestre (57), direção muito próxima a outro veículo (43), excesso de velocidade (42) e uso de álcool (38). Desses fatores, o destaque ficou para o aumento de 104,8% na quantidade de sinistros em que a direção muito próxima a outro veículo esteve presente, de 50% em ocorrências com a perda do controle da direção e de 46,2% nas ocorrências com presença do uso de álcool.

Para os sinistros envolvendo motociclistas, o maior vilão foi a perda do controle do veículo (32), seguido de direção muito próxima a outro veículo (24), excesso de velocidade (24), transitar na contramão (16), uso incorreto do capacete (14) e uso de álcool (13). A direção muito próxima a outro veículo, por exemplo, quase dobrou no último ano, passando de 13 para 24 casos, representando um crescimento de 84,6%. O uso de álcool também teve um crescimento expressivo de 85,7% entre os sinistros com moto, aumentando de 7 para 13 casos.

Perfis das vítimas

As 271 ocorrências fatais nas vias do DF em 2025 ceifaram a vida de pessoas com diferentes perfis. Os motociclistas (104) estavam no topo do ranking, representando 38,4% do total de vítimas. Na comparação com 2024, em que 74 motociclistas perderam a vida, o aumento do número de óbitos atinge 40,5%. Os pedestres ainda representam uma grande parte dos vitimados (79), totalizando 29,1% dos óbitos, mas esse número reduziu 3,7% em relação a 2025, quando 82 pessoas morreram atropeladas. Os ciclistas representam a menor fatia do universo de óbitos (16), equivalente a 5,9% das 271 mortes, apresentando redução de 11,1% em relação ao número de ciclistas mortos em 2024 (18).

A faixa etária das vítimas também merece destaque: 199 pessoas (73,4%) estavam na faixa etária dos 20 aos 59 anos, sendo 61 com idades entre 20 e 29 anos, 54 entre 30 e 39 anos, 46 entre 40 e 49 anos, e 38 entre 50 e 59 anos. Outras 57 vítimas (21%) tinham 60 anos ou mais e 15 (5,6%) tinham idade até 19 anos. Quanto ao gênero, a maioria das vítimas eram homens, correspondendo a 80,8% do total.

Locais de ocorrência

O balanço feito pela Gerência de Estatística de Acidentes de Trânsito do Detran-DF destaca, ainda, as cidades onde houve maior número de ocorrências fatais, considerando as vias urbanas: Ceilândia (17), Plano Piloto (16), Taguatinga (8), Recanto das Emas (6), Samambaia (5), Gama (4), São Sebastião (4) e Santa Maria (4). Vale observar que a maioria dos sinistros fatais ocorreu no fim de semana: sexta-feira (36), sábado (52) e domingo (47). E o horário com mais registros (64,3%) foi das 12h à 0h, somando 166 ocorrências.




Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894 Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

 

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