Após pressão por matarem dois cidadãos americanos Trump recua no discurso e anuncia saída de comandante do agentes do ICE de Minneapolis

Casa Branca tenta se afastar de ataques mais extremos mas mantém narrativa distorcida após mortes em operações migratórias. Porém, vídeos amplamente divulgados por autoridades e nas redes sociais, desmentem versão oficial sobre Alex Pretti e Renee Good

Por Kleber Karpov

A gestão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recuou e anunciou a demissão do cargo de Gregory Kent Bovino, então chefe da Patrulha da Fronteira, e afastamento de Minneapolis (EUA). O caso ocorre após episódios em que os agentes federais, anti-imigração, do ICE, mataram a poetisa e dona de casa, Renée Nicole Macklin Good, e o enfermeiro Alex Pretti, ambos com 37 anos, ambos cidadãos americanos, situação que resultou na mobilização de milhares de pessoas, governantes e membros do Senado.

A gestão de Trump tentou atribuir as mortes, tanto de Renée Nicole, quanto de Alex Jeffrey Pretti, tentou categorizar as vítimas do ICE como ameaças extrema à segurança nacional. A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, classificou como casos de “terrorista doméstico”. O enfermeiro que filmava a ação dos agentes com um celular, quando abordado e morto com vários disparos foi acusado de portar uma arma de fogo. Renée Nicole por sua vez foi acusada de “tentar atropelar” os agentes. 

Vídeos desmentem

Porém, a narrativa oficial rapidamente começou a ruir com a divulgação de vídeos de testemunhas e a análise quadro-a-quadro por equipes de verificação de conteúdo. No caso de Pretti, a sequência de imagens revelou que um agente retirou a arma de Pretti e, em menos de um segundo, outro agente disparou várias vezes. Essa evidência visual enfraquece a tese de “tiros defensivos” e torna insustentáveis as alegações de que o enfermeiro buscava “massacrar” policiais. O de Renée Nicole, também demonstraram claramente que a dona de casa, além de parar o carro para dar passagem aos agentes, também direcionou as rodas do carro em direção contrária ao agente do ICE que acabou por efetuar disparos que a levou a óbito.

O rótulo de “terrorista doméstico”, empregado por Noem, também foi questionado, por pressupor motivação ideológica clara, além d intenção de causar terror, o que não foi documentado pelas autoridades. As divergências entre imagens e descrições governamentais provocaram reações de familiares das vítimas, entidades de direitos civis e lideranças políticas, que acusaram a administração de desinformação para justificar a operação letal.

Bovino… fora

Com a pressão sobre Trump, que incluiu manifestações públicas, a exemplo dos ex-presidentes democratas, Bill Clinton e Barak Osama e de membros do Senado, o presidente norteamericano acabou por anunciar a destituição de Gregory Bovino, do cargo de chefe da Patrulha da Fronteira.

Com o desgaste político e a contestação pública, Trump adotou um discurso mais cauteloso. Em entrevista, evitou validar a ação do agente que atirou em Pretti, classificou a morte como “trágica” que o caso estava “sob análise”.

Bovino, após as ações dos agentes do ICE foi responsável por amplificar a narrativa, de tentar atribuir, a Pretti, a tentativa de querer “massacrar policiais” e tentar causar “máximo dano” aos agentes. Aliados do gestor, a exemplo do assessor Stephen Miller chegaram a rotular o enfermeiro como um “assassino” prestes a “matar agentes federais”.

Trump também anunciou o envio de Tom Homan, o “czar da fronteira”, para assumir o comando das operações de imigração em Minnesota, esvaziando a presença de Gregory Bovino em Minneapolis.

Com a saída de Bovino, a Casa Branca apresentou uma decisão “mútua”, de evitar a percepção de punição direta do então comandante do ICE, além de sinalizar um ajuste de rota sem admitir erros públicos.




Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894 Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

 

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