Por Kleber Karpov
O cirurgião plástico André Araújo destacou, nesta sexta-feira (09/Out), em Brasília, a importância da cirurgia reconstrutiva imediata ou tardia como direito de pacientes submetidas à mastectomia por câncer de mama. A intervenção busca recompor a anatomia e mitigar impactos psicológicos da retirada tumoral, em período que registra projeção anual do Instituto Nacional de Câncer (Inca) de 78.610 novos diagnósticos para o triênio vigente no país.
A definição da conduta cirúrgica deve considerar a extensão da ressecção tecidual, o biotipo torácico e as condições da mama contralateral. Conforme o quadro individual, a equipe médica pode empregar próteses de silicone, expansores teciduais ou retalhos musculares próprios da paciente. As técnicas de intervenção reparadora também se aplicam a danos anatômicos provocados por queimaduras, traumas graves ou deformidades congênitas.
O momento adequado para a operação depende do planejamento oncológico e das terapias complementares, a exemplo de sessões de radioterapia. Quando não existem contraindicações locais ou sistêmicas, a equipe multidisciplinar prioriza a execução simultânea durante a remoção do tumor.
“Sempre que possível indicamos a reconstrução imediata, ou seja, a paciente é submetida ao tratamento cirúrgico oncológico e já sai com pelo menos uma fase da reconstrução. O mastologista realiza a parte cirúrgica oncológica e o cirurgião plástico realiza a reconstrução. Quando não for possível a reconstrução da mama de forma imediata, a reconstrução tardia também tem grande sucesso”, disse André Araújo.
Recuperação funcional e apoio interdisciplinar
O período pós-operatório varia segundo o método reconstrutivo adotado pelos especialistas. Procedimentos com inclusão de próteses podem requerer 24 horas de internação hospitalar, enquanto transposições de retalhos abdominais exigem repouso prolongado e restrição de movimentos articulares amplos dos membros superiores. O acompanhamento contínuo e a administração correta de medicamentos previnem complicações na cicatrização.
A assistência deve integrar suporte psicológico e equipe interdisciplinar para favorecer a adaptação à nova percepção corporal e à retomada das rotinas sociais e profissionais. Eventuais etapas complementares para simetrização e reconstrução da aréola mamária podem ocorrer conforme a resposta biológica da paciente.
Legislação e assistência no SUS
No Brasil, a Lei 9.797, de 1999, assegura a realização gratuita da cirurgia plástica reconstrutiva pelo Sistema Único de Saúde (SUS) diante de mutilações decorrentes de tratamento cirúrgico de neoplasias mamárias. A Lei 12.802, de 2013, determina a execução preferencial no mesmo ato da mastectomia quando existirem condições clínicas favoráveis. Caso ocorram impedimentos técnicos imediatos, o poder público deve garantir a intervenção tardia assim que a usuária alcançar estabilidade clínica.
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Graduado em Jornalismo (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Criador do Comitê Virtual (www.comitevirtual.com.br), plataforma de gestão de campanhas eleitorais. Criador do PubliqueAi (www.publiqueai.com), primeira plataforma brasileira de produção técnica de textos jornalísticos ou jurídicos, com uso de Inteligência Artificial; Criador do Quero Meu Carro de Volta (www.queromeucarrodevolta.com.br), lançado em 2012. Serviço de utilidade pública para vítimas de roubos e furtos de veículos em todo o país; Ex-produtor e apresentador do programa Panorama Político na Rádio Federal;















