Por Kleber Karpov
A Polícia Federal (PF) pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, na última segunda-feira (09/Fev), a suspeição do ministro Dias Toffoli como relator do inquérito que apura fraudes no Banco Master, liquidado pelo Banco Central (BC). O pedido surgiu após a PF informar a Fachin que encontrou uma menção ao nome do ministro, em mensagem no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono da instituição financeira, apreendido durante busca e apreensão. A menção está sob segredo de Justiça.
Ao informar a Faquin, sobre a descoberta da citação a Toffoli, uma vez que o processo se encontrava sob segredo de Justiça, a revelação intensificou a pressão sobre o ministro, alvo de críticas pela forma atuação no caso.
Após ser notificado, Fachin prontamente abriu um processo interno e determinou a notificação de Toffoli, para apresentação de defesa. A decisão final sobre a permanência do ministro, como relator da investigação do Banco Master cabe ao presidente da Corte.
“O gabinete do ministro Dias Toffoli esclarece que o pedido de declaração de suspeição apresentado pela Polícia Federal trata de ilações. Juridicamente, a instituição não tem legitimidade para o pedido, por não ser parte no processo, nos termos do artigo 145, do Código de Processo Civil. Quanto ao conteúdo do pedido, a resposta será apresentada pelo ministro ao presidente da Corte”, declarou o gabinete.
Críticas
Toffoli foi alvo de críticas no mês anterior ao pedido de suspeição. Matérias jornalísticas haviam reportado que a Polícia Federal identificou irregularidades em um fundo de investimento vinculado ao Banco Master. O fundo adquiriu participação no resort Tayayá, localizado no estado do Paraná, que pertencia a familiares do ministro.
Investigação do Master
Em novembro de 2025, o banqueiro Daniel Vorcaro e outros indivíduos foram alvos da Operação Compliance Zero. Esta operação, deflagrada pela Polícia Federal, visa apurar a concessão de créditos fraudulentos pelo Banco Master. As fraudes foram identificadas e começaram a ser investigadas, após a tentativa de aquisição da instituição financeira pelo Banco de Brasília (BRB).
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.












