Por Kleber Karpov
O período de férias escolares no Distrito Federal apresenta aumento significativo no risco de acidentes infantis devido à mudança da rotina e maior tempo de permanência em casa. Especialistas do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) alertaram em (03/Jan) que a supervisão constante deve ser a principal ferramenta de prevenção. Registros de emergência apontam que quedas, queimaduras, engasgos e intoxicações por produtos de limpeza lideram as ocorrências nas unidades de saúde.
Fatores de risco
A falsa sensação de segurança dentro das residências configura um dos maiores perigos para crianças de 3 a 5 anos. De acordo com a pediatra Maria Fernanda Spigolon, do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), a distração momentânea dos adultos favorece incidentes graves. O cenário deve ser agravado pela circulação de pessoas em ambientes desconhecidos, como casas de parentes ou hotéis, onde as medidas de proteção nem sempre estão presentes.
“Em crianças menores, como bebês e pré-escolares, entre 3 e 5 anos, a maior parte dos acidentes acontece dentro de casa. Muitas vezes, os pais acreditam que o ambiente está totalmente seguro, mas basta um segundo de distração para que o acidente aconteça”, afirmou a médica.
Afogamentos e intoxicações

Os afogamentos representam uma das causas mais críticas de morte acidental na infância por ocorrerem de forma silenciosa e rápida. Dados do Ministério da Saúde indicam que, em 2024, o Brasil registrou 456 mortes de crianças e adolescentes por acidentes domésticos, sendo 104 por afogamento. A falta de oxigênio nesses episódios deve causar lesões cerebrais irreversíveis, insuficiência respiratória e sequelas neurológicas permanentes.
A chamada supervisão diluída também foi apontada pela especialista como fator determinante para falhas de segurança. O fenômeno ocorre em reuniões familiares quando cada adulto acredita que outro responsável deve estar vigiando os pequenos. Em situações de queimaduras por churrasqueiras ou quedas em playgrounds, a ausência de um monitoramento ativo impede a intervenção imediata.
Prevenção e socorro
A estratégia preventiva baseia-se na instalação de redes de proteção, grades de segurança e no armazenamento rigoroso de medicamentos fora do alcance infantil. Profissionais recomendam que, em caso de acidentes graves, os responsáveis devem acionar imediatamente o Samu (192) ou o Corpo de Bombeiros (193). A avaliação médica deve ser obrigatória mesmo quando a criança aparenta bem-estar após ingestão de substâncias ou eventos de afogamento.
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.











