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21 mar 2026 08:07

Opinião: Secretário de Saúde, governador, pode até ser legal, mas é imoral

Por Kleber Karpov

Nomeação recente da esposa do secretário adjunto de Assistência à Saúde do DF,  da Secretaria de Estado de Saúde do DF (SES-DF), Ismael Alexandrino Júnior, a servidora pública Daiana Bettanin de Melo Alexandrino, por parte do secretário de Saúde, Humberto Lucena Pereira da Fonseca, despertou a fúria dos servidores da Saúde.

Política Distrital apurou o caso com a SES-DF, na ocasião a Secretaria afirmou não se tratar de prática de nepotismo. Na prática a Pasta encaminhou quase que um diário oficial ao blog para justificar as nomeações.

Embora o caso de Daiana tenha vindo a público, o Blog tem acompanhado, não só o caso da esposa de Alexandrino, mas uma série de nomeações de superintendentes, diretores, com publicações adicionais, acumulo de funções a exemplo do próprio secretário adjunto, que acumula o cargo de superintendente da Região Sul, matéria essa que Política Distrital deve publicar em breve.

Infelizmente, nas apurações do blog a resposta da SES-DF, em geral, vem travestida de frases tipo: trata-se de cargo de livre provimento. E em se tratando de prerrogativa do secretário de Saúde, pouco se pode fazer a respeito.

Mas após quase ser exonerado, ao perceber que tinha apenas que defender os interesses dúbios do governador do DF, o socialista, Rodrigo Rollemberg (PSB), Fonseca mostrou as garras. E os amigos estão fazendo a festa na Secretaria, com o olhar conivente de vossa excelência, o chefe do Executivo.

Não por acaso, quase em paralelo, estoura os supersalários pagos pela estatal do GDF. A Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (CAESB) em que reportagem da Rede Globo, demonstra no DFTV que o custeio mensal de pagamento de salários da Empresa, de R$ 17 milhões, se aproxima ao valor necessário para fazer a interligação de Corumbá IV, o que resolveria o problema do abastecimento de água no DF, de cerca de 3 milhões de pessoas, estimado em pouco mais de R$ 20 milhões.

Hoje mesmo, o jornal eletrônico Metrópoles, aponta a existência também de pagamentos de supersalários na Companhia Imobiliária de Brasília (TERRACAP), e não vai tardar, vir outros escândalos que demonstram que a farra com o dinheiro público está em pleno vapor e que a cidade enquanto isso pode ficar a míngua, a mercê da suspensão e da baixa pressão de água nas torneiras ou ainda das péssimas condições oferecidas a servidores e pacientes nas unidades de Saúde do DF. Sem contar, escolas, a exemplo da Escola Verde, situada no Riacho Fundo I, há mais de ano em reforma.

A fúria dos servidores é compreensível, pois se de um lado o secretário de Saúde solta a torneira da falta de senso aos ‘mui amigos’, por outro, juntamente com o governo, arranca as entranhas dos sofridos servidores da Saúde. Que sob a desculpa de voltar a pagar, por exemplo, a Gratificação de Titulação (GTIT), terá que passar por recadastramento, ou ainda a revisão da Gratificação de Movimentação (GMOV).

Isso sem contar o calote das incorporações das gratificações, o corte do ponto dos auxiliares e técnicos em enfermagem que foram à luta para cobrar o que era devido, por puro capricho do governador, sob o argumento de cumprir com determinação do Superior Tribunal de Justiça. Sem contar ainda das questões políticas, do abafamento da CPI da Saúde e a colocação da instituição Câmara Legislativa na latrina.

Governador, secretário de Saúde, a frase que melhor resume a angústia de servidores, que anunciam estar sob perseguição por não aderir à Portaria 231, embora a SES-DF negue, de servidores coagidos por discordar da ‘gestão revolucionária’ que deve trazer ampliar o caos, palavras de especialistas, aos usuários da Saúde pública do DF, se resume a poucas palavras: “Pode até ser legal, mas é imoral”.

Nesse contexto, fica o recado aos parlamentares do DF, sobretudo àqueles que acompanham as extravagâncias dessa gestão formada de atropelos e interesses escusos, 2018 está mais perto, do que longe.
Nesse caso, fica os parabéns à família Alexandrino que, mesmo tardiamente, percebeu o impacto negativo que, mesmo sem a intenção, o símbolo por trás da ação provocou na população do DF, além dos servidores da Saúde sofridos, e retrocederam a tempo.

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