Por Kleber Karpov
Pacientes e acompanhantes do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) receberam, nesta sexta-feira (20), orientações sobre a disfagia, uma condição caracterizada pela dificuldade de engolir alimentos e líquidos. A iniciativa, realizada em alusão ao Dia Nacional de Atenção à Disfagia, buscou ampliar a conscientização sobre os sintomas e os riscos associados, que podem incluir complicações graves quando não diagnosticados e tratados corretamente.
A disfagia pode ser provocada por fatores mecânicos, como traumas ou cirurgias na região da laringe e da cavidade oral, ou por causas neurológicas. Embora possa afetar pessoas de todas as idades, a condição é mais comum em idosos.
Segundo a fonoaudióloga do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), Ana Patrícia Queiroz, a dificuldade de deglutição também é frequente em crianças com paralisia cerebral e síndromes, em pacientes que sofreram acidente vascular cerebral (AVC) e em indivíduos submetidos a tratamento oncológico.
Sinais de alerta
A especialista alerta para a importância de procurar ajuda médica ao perceber engasgos recorrentes, incluindo os noturnos, que podem ser confundidos com refluxo.
“Quem tiver engasgos com frequência deve procurar uma avaliação médica, já que existe risco de broncoaspiração, que é quando alimentos entram no pulmão. Outro risco são os engasgos noturnos, que costumam ser confundidos com refluxo e acontecem durante a apneia do sono. Geralmente são tosses secas, com sensação de acidez na garganta e de afogamento salivar”, explica Ana Patrícia Queiroz.
Complicações
Em casos mais severos, a disfagia pode levar à obstrução das vias aéreas e a quadros de pneumonia, decorrentes da entrada de alimentos nos pulmões. O tratamento, no entanto, é possível por meio de acompanhamento especializado e exercícios de reabilitação.
“A reabilitação ajuda a trazer qualidade de vida e tranquilidade para o paciente. Ele pode não voltar a conseguir comer carnes de churrasco, por exemplo, mas poderá se alimentar com consistências mais seguras para a deglutição”, completa a especialista.
Desconhecimento entre pacientes
Durante a ação no HBDF, a aposentada Eliene Morgado Bembem Alves, de 70 anos, afirmou que não conhecia a condição, apesar de já ter sofrido com engasgos frequentes.
“Nunca tinha ouvido falar disso. Achei muito interessante e vou pesquisar melhor para ver se procuro um profissional”, disse a paciente.
Quando procurar atendimento
A recomendação para casos de suspeita de disfagia é procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para uma avaliação inicial. Se necessário, o paciente é inserido no sistema de regulação da Secretaria de Saúde e encaminhado para atendimento com especialistas como gastroenterologista, otorrinolaringologista ou fonoaudiólogo.
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.











