Por Kleber Karpov
A Semana do Sono 2026 teve início na última sexta-feira (13/Mar) no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), no Distrito Federal, com o objetivo de conscientizar a população sobre os graves impactos da privação de sono na saúde. A iniciativa ocorre em um cenário onde 31,1% dos adultos brasilienses relatam sofrer de insônia, segundo dados da Secretaria de Saúde do DF. A programação, que segue até a próxima quinta-feira (19/Mar), é gratuita e busca orientar sobre sintomas e hábitos para noites reparadoras.
Um em cada três adultos sofre de insônia no DF
O problema do sono no Distrito Federal alcança números expressivos. De acordo com o mais recente perfil epidemiológico sobre o hábito de vida do brasiliense, divulgado este ano pela Secretaria de Saúde (SES-DF), 31,1% da população adulta sofre com insônia. O levantamento revela ainda que 20% dos entrevistados afirmam dormir menos de seis horas por noite, período considerado insuficiente por especialistas.
Os dados foram coletados pelo Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), um programa do Ministério da Saúde. O sistema compilou informações relativas ao período de 2006 a 2024. Os indicadores específicos sobre a duração e a qualidade do sono, no entanto, passaram a ser monitorados apenas a partir de 2024.
Causas e consequências para a saúde

A pneumologista e médica do sono do Hran, Géssica Andrade, alerta que os hábitos de vida modernos são um dos principais vilões. A exposição à luz de telas e a falta de uma rotina são fatores que prejudicam a produção de melatonina, hormônio essencial para a regulação do sono.
“É nesse ponto que precisamos chamar a atenção. Muitas vezes, a insônia é causada por nossos hábitos. A exposição excessiva à luz emitida por telas de celulares, televisores e tablets, mesmo a iluminação artificial, inibe a produção de melatonina, hormônio que regula o ciclo sono-vigília. Além disso, a ausência de uma rotina ideal de sono contribui para o desenvolvimento da insônia”, explica a pneumologista e médica do sono do Hospital Regional da Asa Norte (Hran), Géssica Andrade.
Os efeitos de noites mal dormidas se manifestam tanto no curto quanto no longo prazo. Andrade destaca que, além da sonolência diurna e do déficit de atenção imediatos, a privação crônica de sono está associada ao desenvolvimento de doenças graves.
“Inicialmente, a privação de sono pode causar sonolência diurna, comprometimento da memória e déficits de atenção. A longo prazo, podem surgir hipertensão, diabetes e distúrbios do humor, como depressão e ansiedade. Todas essas condições estão associadas à má qualidade do sono”, elenca Andrade.
Semana de conscientização no Hran

A Semana do Sono 2026 é um movimento nacional, e no DF as atividades se concentram no auditório central do Hran, de 13 a 19 de março. A iniciativa tem como objetivo central ajudar a população a reconhecer os sintomas de um sono de má qualidade e a entender quando é necessário procurar ajuda especializada. As atividades são gratuitas e abertas ao público.
A programação visa também a promoção de bons hábitos para noites mais reparadoras, destacando como uma rotina de sono adequada pode prevenir diversas doenças. No primeiro dia do evento, especialistas abordaram a importância do sono para a saúde geral e o papel da melatonina no organismo.
Confira aqui a programação dos próximos dias.
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.










