Por Kleber Karpov
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) detalhou, nesta terça-feira (27/Fev), um plano estratégico para enfrentar o aumento sazonal de infecções respiratórias infantis. A iniciativa, que ocorre anualmente entre março e julho no DF, visa combater a circulação de vírus como o sincicial respiratório (VSR), influenza e Sars-CoV-2 por meio de ações de prevenção, monitoramento e atendimento rápido, em resposta a fatores como as condições climáticas do período.
O plano contempla as fases de preparação, mobilização, alerta, emergência e crise, acionadas conforme o número de casos registrados e de pacientes atendidos. O objetivo é reduzir a ocorrência de quadros graves e garantir a assistência à população pediátrica.
“Os últimos anos reforçaram a importância do planejamento antecipado e da atuação integrada da rede de saúde”, aponta a médica Juliana Macêdo, coordenadora de Atenção Especializada à Saúde da secretaria. “O objetivo é reduzir casos graves, evitar desassistência e garantir maior segurança às crianças e suas famílias.”
Prevenção como pilar estratégico
A vacinação é destacada como uma das principais medidas preventivas. Ao longo de 2025 e nas primeiras semanas de 2026, mais de 880 mil doses da vacina contra a influenza foram aplicadas. No entanto, a cobertura vacinal entre crianças de 6 meses a menores de 6 anos está em 53%, percentual abaixo da meta de 90%.
“A imunização é a principal estratégia para reduzir casos graves, internações e óbitos, além de otimizar o uso das doses já disponíveis. Todos os anos, o imunizante é atualizado conforme as cepas do vírus com maior registro de circulação daquele período. Além disso, a imunidade obtida pela vacina dura de seis a 12 meses”, disse Tereza Luiza Pereira, gerente da Rede de Frio Central da SES-DF.
Neste mês, também foi iniciada a aplicação dos medicamentos nirsevimabe e palivizumabe, indicados para proteger bebês prematuros contra o vírus sincicial respiratório (VSR). Julliana Macêdo detalha que os fármacos “representam avanços relevantes na prevenção das formas graves de infecção pelo VSR, principal causa de bronquiolite e importante motivo de hospitalização em lactentes”.
Monitoramento
Para o monitoramento da circulação viral, o Distrito Federal conta com dez unidades-sentinela. Nesses locais, são coletadas amostras de pacientes com sintomas gripais, que são enviadas para análise no Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF), permitindo a identificação dos vírus e a detecção de novas cepas.
“A unidade-sentinela é um termômetro: se um vírus for introduzido, conseguimos detectar precocemente”, explica Renata Brandão, gerente de Vigilância das Doenças Imunopreveníveis e de Transmissão Hídrica e Alimentar.
Vigilância epidemiológica
Dados da secretaria mostram uma queda nos casos de síndrome respiratória aguda grave por Sars-CoV-2, de 965 em 2023 para 472 em 2025. Em contrapartida, os casos por Influenza subiram de 373 para 1.421 no mesmo período. A precisão laboratorial também melhorou, com a taxa de casos de vírus “não especificado” caindo de 61% para 27%.
Estrutura de atendimento
A rede de atendimento primário é composta por 182 unidades básicas de saúde (UBSs), que são a porta de entrada para casos leves. Desde 2019, 13 unidades foram entregues novas ou reformadas. Para emergências, as UPAs de Ceilândia I, São Sebastião, Recanto das Emas e Sobradinho oferecem atendimento pediátrico especializado.
O atendimento de pronto-socorro infantil está disponível no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib) e em oito hospitais regionais: Brazlândia, Ceilândia, Guará, Paranoá, Planaltina, Sobradinho, Taguatinga e Santa Maria.
Para casos complexos, a rede dispõe de 128 leitos de Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica (Utip) e 39 leitos de isolamento respiratório. Os leitos de UTIP estão distribuídos entre o Hmib (16), Hospital Regional de Taguatinga (5), Hospital de Base (20), Hospital da Criança de Brasília (58), Hospital Universitário de Brasília (10) e hospitais credenciados (19).
Juliana Macêdo finaliza afirmando que “seguem em curso estratégias de reorganização de fluxos, qualificação da rede e otimização da capacidade instalada”.
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Graduado em Jornalismo (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Criador do Comitê Virtual (www.comitevirtual.com.br), plataforma de gestão de campanhas eleitorais. Criador do PubliqueAi (www.publiqueai.com), primeira plataforma brasileira de produção técnica de textos jornalísticos ou jurídicos, com uso de Inteligência Artificial; Criador do Quero Meu Carro de Volta (www.queromeucarrodevolta.com.br), lançado em 2012. Serviço de utilidade pública para vítimas de roubos e furtos de veículos em todo o país; Ex-produtor e apresentador do programa Panorama Político na Rádio Federal;













