Por Kleber Karpov
A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,3% no trimestre móvel encerrado em julho, conforme dados divulgados nesta quinta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice representa o menor patamar para este período desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, em 2012. A queda foi impulsionada por um número recorde de 103,3 milhões de pessoas ocupadas, embora acompanhada por um leve aumento na taxa de informalidade.
A pesquisa do IBGE revelou que o Brasil atingiu a marca de 103,3 milhões de pessoas ocupadas, o maior contingente já registrado pela Pnad. Dentro desse total, o número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado, excluindo trabalhadores domésticos, também alcançou um recorde de 39,4 milhões.
Em contrapartida, o crescimento do mercado de trabalho também refletiu um aumento no setor informal. A quantidade de trabalhadores sem carteira assinada chegou a 13,8 milhões, um crescimento de 3,6% em relação ao trimestre encerrado em abril, o que representa um acréscimo de 477 mil pessoas nessa condição. A taxa de informalidade subiu de 37,2% para 37,5% no período.
O IBGE considera como informais os trabalhadores sem carteira, autônomos e empregadores sem CNPJ, que não possuem acesso a direitos como seguro-desemprego, férias e 13º salário. A população desocupada, por sua vez, somou 5,8 milhões de pessoas, uma redução de 8%, ou 503 mil indivíduos a menos, em comparação com o trimestre anterior.
Rendimento e contexto histórico
Apesar da melhora nos indicadores de ocupação, o rendimento médio real do trabalhador apresentou um leve recuo de 0,7%, ficando em R$ 3.762. O IBGE, no entanto, classifica essa variação como estatisticamente estável. A população desalentada, composta por aqueles que desistiram de procurar emprego, também diminuiu, caindo 9,7% para 2,3 milhões de pessoas.
A taxa de 5,3% registrada para o trimestre encerrado em julho é inferior tanto aos 5,8% do trimestre finalizado em abril quanto aos 5,6% do mesmo período do ano passado. Historicamente, o menor índice de desemprego já registrado pela Pnad foi de 5,1%, no último trimestre de 2025, enquanto o pico de 14,9% ocorreu durante a pandemia de covid-19, nos trimestres encerrados em setembro de 2020 e março de 2021.
A Pnad Contínua apura o comportamento do mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais, visitando 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal. Para ser considerado desocupado, o indivíduo precisa ter procurado ativamente por uma vaga nos 30 dias anteriores à coleta de dados.
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Graduado em Jornalismo (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Criador do Comitê Virtual (www.comitevirtual.com.br), plataforma de gestão de campanhas eleitorais. Criador do PubliqueAi (www.publiqueai.com), primeira plataforma brasileira de produção técnica de textos jornalísticos ou jurídicos, com uso de Inteligência Artificial; Criador do Quero Meu Carro de Volta (www.queromeucarrodevolta.com.br), lançado em 2012. Serviço de utilidade pública para vítimas de roubos e furtos de veículos em todo o país; Ex-produtor e apresentador do programa Panorama Político na Rádio Federal;












