Por Kleber Karpov
A governadora em exercício, Celina Leão, assinou nesta segunda-feira (12/Jan) o projeto de pesquisa para a implantação do primeiro Centro de Tecnologias de Reabilitação Neuromotora do Distrito Federal. A iniciativa conta com um investimento de R$ 2,9 milhões e foca no desenvolvimento de exoesqueletos inteligentes para auxiliar pacientes da rede pública. O objetivo é integrar a tecnologia ao Sistema Único de Saúde (SUS) para o tratamento de pessoas com sequelas de Acidente Vascular Cerebral (AVC) e outras condições neurológicas.
O projeto posiciona o Distrito Federal como um polo de inovação em tecnologia assistiva robótica. A gestão da unidade deve ocorrer de forma integrada ao Instituto de Gestão Estratégica do DF (IGESDF). A proposta visa qualificar a recuperação de pacientes que apresentam comprometimento da marcha, do equilíbrio e da funcionalidade motora.
Tecnologia e estratégia
A iniciativa adota uma estratégia dupla para atender às demandas da saúde pública. O plano prevê a aquisição de um exoesqueleto comercial de última geração, destinado a casos com maior potencial de recuperação funcional. Simultaneamente, o projeto investe no desenvolvimento nacional de um andador robótico inteligente de baixo custo, projetado para garantir escala ao atendimento.
A execução técnica fica sob responsabilidade do Laboratório de Automação e Robótica da Universidade de Brasília (Lara-UnB). O cronograma define um período inicial de 18 meses dedicado exclusivamente à pesquisa e ao desenvolvimento das soluções. A etapa conta com a validação de uma rede clínica formada pelo Hospital Universitário de Brasília (HUB), Hospital de Base e Hospital de Apoio.
“Estamos olhando o paciente de forma integral. Seja alguém que sofreu um AVC, seja quem convive com uma doença rara e encontrou dificuldades no processo de reabilitação, agora essa pessoa passa a ter a oportunidade de se reabilitar dentro de uma linha de cuidado estruturada, algo em que o Brasil ainda tem muito a avançar”, disse Juracy Lacerda, secretário de Saúde.
Capacidade de atendimento
A estimativa aponta para um atendimento anual de 1,5 mil a 2 mil pacientes quando o serviço estiver em plena operação. O governo projeta uma economia superior a R$ 300 milhões em cinco anos para o sistema público. A redução de custos deve ocorrer por meio da diminuição de internações prolongadas, reinternações e despesas associadas à dependência funcional.
O acesso aos protocolos de reabilitação, ainda em fase experimental, contempla pacientes já regulados pela Secretaria de Saúde (SES-DF). O fluxo de encaminhamento deve partir dos Centros Especializados em Reabilitação (CERs) de Taguatinga, do Hospital de Apoio e dos ambulatórios de saúde funcional. O público-alvo inclui vítimas de acidentes de trânsito e portadores de doenças neuromusculares degenerativas.
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.










