Brasil deve ter 781 mil novos casos de câncer por ano até 2028

Câncer se aproxima de doenças cardiovasculares como principal causa de morte

Por Kleber Karpov

O Brasil está projetado para registrar 781 mil novos casos de câncer anualmente entre os anos de 2026 e 2028, conforme dados divulgados pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca) nesta quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026, no Rio de Janeiro, durante o Dia Mundial do Câncer. A doença se aproxima das doenças cardiovasculares como a principal causa de morte no país, refletindo o envelhecimento populacional, além de desafios persistentes e desigualdades regionais no acesso à prevenção, diagnóstico precoce e tratamento.

Entre a população masculina, os cinco tipos de câncer mais incidentes são próstata, representando 30,5% dos casos, seguido por cólon e reto com 10,3%. O câncer de pulmão corresponde a 7,3%, enquanto o de estômago e o de cavidade oral somam 5,4% e 4,85%, respectivamente.

Para as mulheres, o câncer de mama é o predominante, com 30% da incidência, seguido pelo câncer de cólon e reto, com 10,5%. O câncer de colo do útero, por sua vez, representa 7,4% dos casos, ao passo que os de pulmão e tireoide atingem 6,4% e 5,1%, respectivamente.

As desigualdades regionais são um fator relevante na distribuição da doença. O câncer de colo do útero, por exemplo, é mais prevalente nas regiões Norte e Nordeste do país. Da mesma forma, o câncer de estômago apresenta maior incidência entre os homens nas mesmas regiões. Já os tumores associados ao tabagismo, como os de pulmão e cavidade oral, são mais frequentes nas regiões Sul e Sudeste.

O diretor-geral do Inca, Roberto Gil, expressou preocupação com o cenário. “O Brasil é um país heterogêneo que tem a ver com urbanização e com a exposição a fatores de risco como a falta de saneamento básico. Mas estamos muito preocupados com o câncer de cólon e de reto porque vem aumentando a incidência. Tem a ver com a exposição precoce a fatores de risco, aumento da obesidade e do sedentarismo. Isso mostra que alguma coisa precisa ser feita”, disse Roberto Gil.

Prevenção e tratamento

A prevenção desempenha um papel crucial no combate à doença. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ressaltou a importância da vacinação contra o HPV, que tem contribuído para a redução dos casos de câncer de colo do útero.

Alexandre Padilha ainda enfatizou a necessidade de combater hábitos prejudiciais à saúde. “O mais importante é a prevenção, é combater os hábitos que levam ao câncer como tabaco, principalmente entre os mais jovens, com os dispositivos eletrônicos, o crescimento da obesidade”, afirmou o ministro.

Em outra agenda no Rio de Janeiro na mesma quarta-feira, o ministro Alexandre Padilha acompanhou a adesão da Amil ao programa Agora Tem Especialistas. Esta iniciativa resultará em 600 cirurgias em hospitais privados que serão disponibilizadas a pacientes que aguardam nas filas do Sistema Único de Saúde (SUS).

xyz-ihs snippet=”KLEBER-KARPOV”

Destaques

Urnas eletrônicas: Assinatura digital e lacração impedem alteração em sistemas eleitorais

Por Kleber Karpov O secretário de Tecnologia da Informação do...

Atitude irresponsável, diz Lula sobre Trump, após revogação de visto de embaixadora brasileira nos EUA

Por Kleber Karpov O presidente Luiz Inácio Lula da Silva...

Praça do Relógio, em Taguatinga, recebe unidade móvel de doação de sangue nesta quinta (6)

Por Kleber Karpov Uma unidade móvel para coleta de sangue...

Campanha Multivacinação 2026: confira as principais dúvidas sobre a imunização no DF

Por Kleber Karpov A Campanha Nacional de Multivacinação de 2026...

Celina Leão descola de Arruda e mantem lideranção na corrida GDF

Por Kleber Karpov A dois meses das eleições, uma nova...