‘Auditores de araques’ da Agefis podem ter que devolver dinheiro recebido indevidamente nos últimos cinco anos

Por Ascon RCN

Com a corda no pescoço por falta de dinheiro, o governo Rollemberg se movimenta, sem muito barulho, dentro do Poder Judiciário pedindo que seja apreciada urgentemente uma ADIN – Ação Direta de Inconstitucionalidade, ajuizada no final do ano passado pelo Ministério Público do Distrito Federal, que pede o fim dos cargos de auditor de atividades urbanas da AGEFIS, apelidados pelos auditores de verdade como “Auditores de Araques”.

Se for reconhecida pelo TJDF a inconstitucionalidade da lei distrital Lei 4.479/2010, que transformou fiscais urbanos em auditores-fiscais, os quase 300 servidores que recebem salários de R$ 19 mil reais por mês desde 2010 podem ser obrigados a devolver parte do dinheiro recebido indevidamente.

O MPDFT sustenta que tal denominação arranjada pela Câmara Legislativa e sancionada pelo então governo de Rogério Rossso é inadequada e incompatível com as reais atribuições dos cargos, vez que a natureza das atividades desenvolvidas pelos servidores da AGEFIS em muito se diferenciam da realização de auditorias ou auditorias fiscais.

Auditor-Fiscal, segundo o SINDIFISCO – DF (Sindicato dos Auditores da Receita do Distrito Federal), é a autoridade pública que é responsável pela Administração Tributária e Aduaneira ou pela fiscalização do cumprimento das legislações trabalhistas.

Não é o caso dos fiscais da AGEFIS, cuja finalidade básica é a de fiscalizar atividades urbanas, bem como a função de seus servidores é de derrubar edificações em áreas publicas invadidas ou arrancar faixas no meio da rua. “Inspetores fiscais não auditam nada”, resume o SINDIFISCO ao MPDF.

Por esse entendimento a categoria dos verdadeiros auditores espera derrubar o “arranjo” feito pela lei distrital 4.479/2010 que beneficia servidores que nunca fizeram concurso público para o ingresso na carreira de auditor-fiscal. Veja Aqui a Ação Judicial.

O Sindifisco espera, ainda, que a ação do Ministério Público prospere tal qual prosperou a ADI 2014.00.2.002300-8 que derrubou os também “auditores de araques” do DETRAN em abril do ano passado.

TCDF TAMBÉM INVESTIGA GESTÃO DA AGEFIS

Mas o inferno astral dentro da AGEFIS não para por aí. Depois de demitir três chamados “auditores de araques” na última quarta-feira (20), que ocupavam cargos relevantes na estrutura da Agência de  Fiscalização do DF, o governador Rollemberg virou a mira no rumo da presidente da Agefis, Bruna Pinheiro, que também pode cair do cargo.

O Tribunal de Contas do DF estaria investigando a folha de pagamento da AGEFIS por ter detectado uma farra desenfreada que consome a receita de Rollemberg com pagamentos indevidos de “adicional noturno” aos chefes. Além do mais, a Junta de Julgamento da AGEFIS não julga nada e os processos se amontoam nas prateleiras sem decisão. O Radar tá ligado!

Fonte: Radar Condomínios

Destaques

Urnas eletrônicas: Assinatura digital e lacração impedem alteração em sistemas eleitorais

Por Kleber Karpov O secretário de Tecnologia da Informação do...

Atitude irresponsável, diz Lula sobre Trump, após revogação de visto de embaixadora brasileira nos EUA

Por Kleber Karpov O presidente Luiz Inácio Lula da Silva...

Praça do Relógio, em Taguatinga, recebe unidade móvel de doação de sangue nesta quinta (6)

Por Kleber Karpov Uma unidade móvel para coleta de sangue...

Campanha Multivacinação 2026: confira as principais dúvidas sobre a imunização no DF

Por Kleber Karpov A Campanha Nacional de Multivacinação de 2026...

Celina Leão descola de Arruda e mantem lideranção na corrida GDF

Por Kleber Karpov A dois meses das eleições, uma nova...