Por Kleber Karpov
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do medicamento Leqembi, indicado para o tratamento de pacientes em estágio inicial da doença de Alzheimer. A decisão, publicada no Diário Oficial da União no dia 22 de dezembro, autoriza o uso da substância lecanemabe para pessoas que apresentam demência leve decorrente da enfermidade.
O novo fármaco atua como um anticorpo que reduz as placas beta-amiloides no cérebro. O acúmulo dessas proteínas é considerado uma característica definidora do Alzheimer, e o tratamento busca retardar o avanço dos danos cognitivos. O produto deve ser administrado como uma solução para diluição e posterior infusão nos pacientes.
Eficácia comprovada
A análise da agência reguladora considerou um estudo clínico com 1.795 participantes que sofrem da doença em fase inicial. Os pacientes que utilizaram o imunizante apresentaram uma progressão mais lenta dos sintomas em comparação ao grupo que recebeu placebo. A medição foi realizada após 18 meses de acompanhamento por meio da escala de demência CDR-SB.
Avaliação técnica
Representantes da Anvisa indicaram que o teste de gravidade demonstrou um aumento menor na pontuação de comprometimento cognitivo entre os indivíduos tratados. A escala utilizada avalia o impacto da doença na vida diária dos pacientes. Segundo os dados da pesquisa, o grupo que recebeu o medicamento manteve melhores condições de autonomia funcional durante o período observado.
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.










