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19 mar 2026 20:37

Ação de combate à dengue retira 20 toneladas de entulhos em Água Quente

Trabalho é feito pela Vigilância Ambiental em parceria com a Administração Regional do Recanto das Emas, que provisoriamente atende a comunidade local

Por Jak Spies

Uma ação de combate ao mosquito Aedes aegypti foi realizada, na manhã desta quarta-feira (10), na Região Administrativa de Água Quente. As equipes da Vigilância Ambiental, em parceria com a Administração Regional do Recanto das Emas (que provisoriamente atende a comunidade) e a Novacap, retiraram cerca de 20 toneladas de entulhos da Chácara Rocio Dom Francisco, às margens da DF-280.

Trabalho de retirada de entulhos segue até sexta-feira (12) na região de Água Quente, como estratégia de combate à dengue | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

O trabalho de recolhimento e remanejo de entulhos acumulados nas residências segue até sexta-feira e serve para evitar a formação de depósitos que podem ser utilizados pelo mosquito Aedes aegypti como criadouro. De acordo com o agente de Vigilância Ambiental Anderson de Moraes Leocadio, o manejo é feito nas regiões administrativas que possuem maior grau de vulnerabilidade.

“As pessoas têm a tendência de reservar entulhos dentro de casa. Esses materiais, mesmo no período de seca, provocam acúmulo de água e depósitos que podem ser focos de dengue. A gente orienta a população nesse período, junto a outros órgãos como SLU e Agefis, a tirar todo o lixo possível de dentro da residência. Quanto menor o depósito, menor a população de mosquitos que pode contaminar a população”, observa.

De porta em porta

“Tem os lugares certos para jogar, mas jogam onde é mais fácil. Se a população tivesse um pouco mais de consciência, o governo gastaria menos com isso e mais com outras coisas que também são importantes”, diz a catadora Ana Patrícia Soares Pinto

A identificação do acúmulo de materiais com depósitos positivos nas residências acontece através de visitas técnicas diárias, realizadas pelos agentes que vão de casa em casa registrando a quantidade de objetos e relatos dos moradores em boletins. A partir daí é feita a relação com os casos positivos de dengue registrados pela vigilância epidemiológica, e os órgãos são acionados para fazer a retirada dos entulhos.

Ana Patrícia Soares Pinto, 47, é catadora há cinco anos e mora na região. Segundo ela, os moradores jogam resíduos em qualquer lugar, mesmo tendo dias certos para a coleta.

“Tem os lugares certos para jogar, mas jogam onde é mais fácil. Se a população tivesse um pouco mais de consciência, o governo gastaria menos com isso e mais com outras coisas que também são importantes”, ressalta. Ela comenta a ação do GDF feita na região: “A limpeza de entulhos tira a sujeira na rua e evita o mosquito da dengue. É bom para a população em geral”.

O administrador do Recanto das Emas, Carlos Dalvan Soares, chama atenção em relação aos descartes irregulares: “Na região há casos de dengue, zika e chikungunya. O poder público, sozinho, não consegue vencer essa guerra. É necessária a parceria da comunidade, fazendo o descarte correto do lixo e sobretudo mantendo a cidade limpa”.

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