Agentes começam a entrar em casas abandonadas para eliminar Aedes Aegypti

Seis lotes foram abertos em Brazlândia nesta quarta-feira (3)

Casas abandonadas começaram a ser alvo da força-tarefa de combate ao Aedes aegypti, em Brazlândia. O trabalho começou nesta quarta-feira (3), quando seis residências e construções foram abertas para a inspeção feita por agentes da vigilância, que receberam o apoio do Corpo de Bombeiros e Policia Militar. A ação está amparada pelo alvará de autorização judicial nº 2016.01.1.000740-5, emitido em 13 de janeiro desse ano e válido até dezembro de 2016.

A operação contou também com a participação de 310 soldados da Aeronáutica, Exército e Marinha, acompanhados por outros 17 agentes de vigilância ambiental, que estavam espalhados por diversos pontos de Brazlândia para realizar a inspeção aos domicílios com a presença do dono, bem como, combater o mosquito adulto com a dispersão de veneno no ar e aplicação de larvicida.

Força Tarefa entra em casas fechadas ou abandonadas em Brazlândia - Foto: Matheus Oliveira/ Agência Saúde
Força Tarefa entra em casas fechadas ou abandonadas em Brazlândia – Foto: Matheus Oliveira/ Agência Saúde

“Nas casas abandonadas, há a dúvida se há ou não focos do mosquito e uma casa fechada com foco contamina uma quadra inteira, por isso, há necessidade de fazer esse trabalho, que é demorado e minucioso” disse o chefe da Vigilância Ambiental de Brazlândia, Alessandro dos Santos, ao informar que serão feitos novos levantamentos para identificar outras casas abandonadas.

As residências abandonadas faziam parte da Vila São José e, em uma das casas, foi encontrado um foco de larvas que irá para análise laboratorial. Outra estava com mato muito alto e, para fazer a inspeção, a administração regional será acionada para limpar a área. Nas demais, foram retirados possíveis objetos que poderiam ser tornar locais de reprodução do mosquito, como recipiente e latas que acumulavam água parada.

“Eu e minha mãe já tivemos dengue há pouco tempo. Nós cuidamos da nossa, mas se há um lote fechado que pode ter focos, o risco continua. Por isso é importante que esse trabalho seja feito. Quem teve dengue uma vez não quer ter novamente”, disse a cabeleireira, Adriana Alves, 43 anos, que mora em frente a uma das casas que estavam fechadas, na quadra 33 da Vila São José.

As ações continuam até o fim da semana em Brazlândia com a participação dos agentes de vigilância ambiental, Corpo de Bombeiros e Exército.

Fonte: Agência Saúde DF

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