Assumir responsabilidade é uma das virtudes do bom gestor público

Quando se vê servidores da saúde, acompanhantes de pacientes e voluntários fornecendo refeições e fazendo limpeza em unidades públicas de saúde é porque um alarme que já tocou há muito tempo deixou de ser ouvido pelo governo.

Em novembro vimos acompanhantes fazendo faxina no Hospital Regional de Brazlândia para não deixar seus parentes internados em ambiente ainda mais insalubre. Esta semana, vimos que acompanhantes de pacientes internados no Hospital Materno Infantil de Brasília e outras unidades de saúde só não passaram fome porque servidores da Saúde e membros da nossa comunidade, como o pessoal do grupo das Mães de Águas Claras, tiraram dinheiro do próprio bolso e botaram as mãos na massa para garantir refeições para eles.

Nos dois casos, o problema é de natureza administrativa e se resume ao velho e recorrente atraso nos pagamentos aos fornecedores de produtos e serviços à Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal (SES-DF). Governo e empresas têm seus argumentos, mas no fim das contas são a população e os servidores da Saúde que estão sofrendo as consequências.

Uma pesquisa simples no Google mostra que quase todo ano, entre outubro e dezembro, o fenômeno se repete: suspensão de serviços pelas empresas ou greve dos terceirizados das áreas de alimentação, limpeza e segurança por atraso nos pagamentos. O argumento de que a dívida é do governo anterior é outra recorrência.

Com isso, o preceito básico da continuidade no serviço público, o Princípio da Permanência, está sendo seguidamente atropelado. Ele existe e é aplicado justamente para evitar prejuízo à população, que é a beneficiária final do serviço público. O servidor sofre junto com a população e ainda é penalizado porque é dele que o usuário do sistema público de saúde, os órgãos de controle e a Justiça vão cobrar.

As empresas operam pela dinâmica básica do mercado: fornecem serviços e produtos para obter lucro na remuneração. O Estado tem uma responsabilidade maior – a de dar continuidade à prestação de serviço à população. Para isso tem de adotar as medidas necessárias: se tem dúvidas sobre as contas, auditar e equalizar. Se não tem dinheiro para quitar dívidas anteriores, renegociar e fazer acordos, se necessário com a interveniência dos órgãos de controle.

O que não pode acontecer é deixar a máquina pública emperrar. Como diz o velho ditado, quando se casa com a viúva (neste caso o Estado), também se é responsável pelos seus filhos.

Dr. Gutemberg Fialho é Médico e advogado,
Presidente da Federação Nacional dos Médicos
e
 do Sindicato dos Médicos do Distrito Federal

Avaliação do Ideb mostra avanço da educação básica no país

Por Kleber Karpov O Ministério da Educação (MEC) divulgou, nesta...

Saidão: Operação reforça segurança durante quinta saída temporária de custodiados

Por Kleber Karpov Uma ampla operação de fiscalização será realizada...

Ceilândia conta com ônibus extras para o Maior São João do Cerrado

Por Kleber Karpov O público que for ao Maior São...

Agosto Lilás reforça orientação sobre direitos e canais de proteção às mulheres

Por Kleber Karpov A campanha nacional Agosto Lilás, dedicada à...

Urnas eletrônicas: Assinatura digital e lacração impedem alteração em sistemas eleitorais

Por Kleber Karpov O secretário de Tecnologia da Informação do...

Destaques

Avaliação do Ideb mostra avanço da educação básica no país

Por Kleber Karpov O Ministério da Educação (MEC) divulgou, nesta...

Lactário do Hospital de Base garante alimentação segura e personalizada aos pacientes

Por Kleber Karpov O lactário do Hospital de Base do...

Unidade oferece atendimento especializado a crianças e adolescentes vítimas de violência sexual no DF

Por Kleber Karpov O Centro Integrado 18 de Maio, localizado...

Saidão: Operação reforça segurança durante quinta saída temporária de custodiados

Por Kleber Karpov Uma ampla operação de fiscalização será realizada...

Ceilândia conta com ônibus extras para o Maior São João do Cerrado

Por Kleber Karpov O público que for ao Maior São...