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02 fev 2026 22:34

Após tentar bancar casamentos comunitários com recursos do IPREV Rollemberg encaminha novo projeto à CLDF

Em meio a polêmicas, Rollemberg, tenta garantir acesso a cerca de R$ 1,4 bilhão, de recursos para custeio de aposentadoria de servidores públicos, para fazer ‘benfeitorias’ em ano eleitoral

Por Kleber Karpov

O governador do DF, o socialista, Rodrigo Rollemberg (PSB), encaminhou, nesta quinta-feira (11/Jan), dois projetos de lei alterações na Lei Orçamentária Anual do DF (LOA) 2018 do DF, que somam recursos de R$ 1,5 bilhão, para apreciação da Câmara Legislativa do DF (CLDF). A votação deve ocorrer na próxima segunda-feira (15/Jan).

O envio acontece após a polêmica de o chefe do Executivo tentar utilizar os recursos do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos do DF (IPREV) para custear, por exemplo, casamentos comunitários, o que foi barrado no Legislativo.

De acordo com o GDF, os novos projetos encaminhados por Rollemberg, devem aumentar investimentos em áreas prioritárias, como construção de escolas e manutenção de hospitais. Um deles é de custeio e investimentos, no valor de quase R$ 1,4 bilhão, e o outro, de pessoal, com verba de R$ 123 milhões.

“Tenho convicção que a Câmara Legislativa vai aprovar esses créditos porque são recursos de interesse da população e o governo cumpriu o acordado”, disse o governador Rodrigo Rollemberg em entrevista coletiva nesta manhã, no Palácio do Buriti.

Polêmicas

Os recursos do IPREV se tornaram uma constante na gestão de Rollemberg. Primeiro, ainda em 2015, em ocasião em que Rollemberg conseguiu aprovação da CLDF para utilização de cerca de R$ 1,7 bilhão da entidade. À época o chefe do Executivo prometeu vender imóveis do GDF para repor o desfalque, algo que nunca aconteceu.

A segunda polêmica ocorre, a tentativa de uso de recursos do IPREV, para o que foi considerado, por alguns parlamentares, uma tentativa de uso eleitoreiro dos R$ 1,5 bilhão de superávit do IPREV, por parte de Rollemberg. À época da apreciação do PLOA 2018 (13/Nov/2017) a denúncia de o governo tentar custear, entre outras demandas, a realização de casamentos comunitários causou confusão na apreciação do projeto.

A bancada do governo abandonou o plenário, o que inviabilizou a votação do PL e, estranhamente, o governo tentou jogar a opinião pública contra a Câmara Legislativa. O Executivo tentou atribuir a responsabilidade à CLDF, por deixarem de votar o PL. O Legislativo, por sua vez, se contrapôs, durante, ao ataque do Executivo.

Finalmente, a terceira polêmica, aconteceu, após o presidente da CLDF, deputado Joe Vale (PDT), anunciar o recebimento, ainda em dezembro, de novo texto do GDF. Os parlamentares refutaram e negaram terem recebido a nova proposta do governo.

Manobra eleitoreira

Foto: Carlos Prado/Sindate-DF

Para o vice-presidente do Sindicato dos Auxiliares e Técnicos em Enfermagem do DF, Jorge Vianna, a expectativa é que a CLDF barre ou não aprove a votação da PLOA. De acordo com o sindicalista, o governo tenta uma manobra eleitoreira para acabar com os recursos das aposentadorias dos servidores públicos.

“Temos acompanhado e nos manifestado sobre mais essa manobra, pois não há outro nome para isso, o governador Rollemberg ter tentado aprovar ‘a toque de caixa’ o uso do recurso das aposentadorias dos servidores públicos para pagar casamentos comunitários. Esperamos que os deputados distritais tenham bom senso e não cometa mais esse erro. Principalmente, porque o GDF já meteu a mão em boa parte dos recursos do IPREV e até hoje não ressarciu o IPREV.”, disse Vianna ao Política Distrital (PD).

Memória

Vianna lembrou ainda que o DF é uma cidade administrativa, com cerca de 110 mil servidores públicos, apenas na esfera do Distrito Federal. Nesse contexto, o sindicalista recorreu ao  que chamou de bom senso e cautela, por parte dos deputados distritais, em se tratando de ano eleitoral.

“Estamos em ano de eleição, e nós do funcionalismo público, que somos quase 115 mil servidores públicos, só no GDF, que passamos por três anos de massacre por esse governo, nós não vamos nos esquecer dessa e de outras condutas desse governador e também das votações dos deputados distritais.”, disparou Vianna.

Com informações de Agência Brasília

 

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