Por Kleber Karpov
A Organização Mundial da Saúde (OMS) defendeu, nesta terça-feira (11), o processo baseado em evidências científicas para determinar os calendários de vacinação infantil. A manifestação ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinar uma ordem executiva na segunda-feira (10) com o objetivo de reduzir o número de vacinas recomendadas no país de 17 para 11, uma medida que gerou críticas de especialistas da área da saúde.
Base científica e recomendações globais
Em coletiva de imprensa em Genebra, o porta-voz da OMS, Tarik Jašarević, afirmou que as recomendações de imunização se baseiam em mais de 60 anos de pesquisas. Segundo ele, o cronograma para a aplicação de cada vacina é determinado por uma extensa análise sobre os períodos de maior vulnerabilidade a doenças e o desenvolvimento do sistema imunológico.
Jašarević explicou que os países geralmente contam com grupos técnicos consultivos nacionais, compostos por especialistas multidisciplinares. Esses grupos fornecem recomendações independentes aos governos, baseando-se nas orientações do Grupo Consultivo Estratégico de Especialistas em Imunização (Sage), da própria OMS.
“O que a OMS apresenta tem base científica”, declarou Jašarević, reforçando o rigor do processo. “Esperamos que todos os países utilizem essas melhores evidências científicas de que dispomos.”, disse Jašarević.
Críticas de especialistas ao decreto
A ordem executiva de Trump foi recebida com críticas por associações médicas, especialistas em saúde pública e fabricantes de vacinas. O principal argumento é que não existem novas evidências científicas que justifiquem as mudanças. Eles afirmam que o calendário vigente nos EUA reflete décadas de estudos e as necessidades de saúde específicas da população norte-americana.
Especialistas em imunização contestam a comparação com outros países desenvolvidos, como sugerido por Trump, apontando que diferentes nações enfrentam riscos distintos de doenças e possuem sistemas de saúde próprios. Médicos alertaram que a redução do número de vacinas pode deixar mais crianças vulneráveis a doenças evitáveis e gerar confusão entre os pais.
O decreto também atende a um objetivo de longa data do secretário de Saúde dos EUA, Robert F. Kennedy Jr., que já questionou a segurança dos imunizantes e promoveu alegações, refutadas pela ciência, que associam vacinas ao autismo.
Separação da vacina tríplice viral
A ordem de Trump também recomenda que a vacina combinada contra sarampo, caxumba e rubéola (tríplice viral) seja administrada em três injeções individuais. A medida foi contestada pela farmacêutica MSD (conhecida como Merck em alguns países), uma das fabricantes do imunizante.
A empresa afirmou não haver evidências científicas publicadas que demonstrem benefícios na separação da vacina. A MSD alertou ainda que a exigência de consultas separadas para cada dose pode aumentar o risco de atrasos ou omissões na vacinação completa das crianças.
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Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Graduado em Jornalismo (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Criador do Comitê Virtual (www.comitevirtual.com.br), plataforma de gestão de campanhas eleitorais. Criador do PubliqueAi (www.publiqueai.com), primeira plataforma brasileira de produção técnica de textos jornalísticos ou jurídicos, com uso de Inteligência Artificial; Criador do Quero Meu Carro de Volta (www.queromeucarrodevolta.com.br), lançado em 2012. Serviço de utilidade pública para vítimas de roubos e furtos de veículos em todo o país; Ex-produtor e apresentador do programa Panorama Político na Rádio Federal;
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