Por Kleber Karpov
Vinte profissionais que atuam no Sistema Único de Saúde (SUS) do Distrito Federal concluíram a primeira edição do programa de treinamento em Epidemiologia Aplicada aos Serviços do SUS (EpiSUS-Fundamental). A cerimônia de formatura, realizada na última sexta-feira (15) no auditório da Fundação Hemocentro de Brasília, representa um avanço na estratégia nacional de fortalecimento da vigilância em saúde. A iniciativa, conduzida pela Secretaria de Saúde (SES-DF) em parceria com a Escola de Saúde Pública (ESP/DF), qualificou servidores para a análise e resposta a problemas de saúde no território, um conhecimento técnico essencial para a proteção da saúde coletiva.
A capacitação teve uma carga horária total de 200 horas, distribuídas ao longo de três meses. O foco do programa foi eminentemente técnico-prático, visando habilitar profissionais que já atuam diretamente na rede pública. O grupo de formandos foi composto por servidores da SES-DF, membros da Rede de Vigilância Epidemiológica Hospitalar (Reveh) — um sistema de monitoramento de doenças dentro dos hospitais — e outros trabalhadores das áreas de vigilância e assistência.
Perspectivas para a saúde pública
A formação de especialistas em epidemiologia de campo, a ciência que estuda a ocorrência e distribuição de doenças nas populações, é considerada estratégica para o SUS. Durante a cerimônia, representantes das instituições envolvidas destacaram o papel do curso na qualificação do serviço público. A diretora substituta da ESP/DF, Vanessa Campos, anunciou planos de expansão da iniciativa, com a futura oferta de turmas do nível intermediário do programa, o EpiSUS Intermediário.
“Queremos, em breve, ofertar turmas do EpiSUS Intermediário, e espero que os participantes aqui presentes também possam futuramente atuar como instrutores dos nossos cursos, já que agora estão capacitados. O objetivo da Escola de Saúde Pública é exatamente formar servidores integrantes do SUS para discutir os problemas de saúde que acontecem no território, com uma abordagem aplicada às necessidades sociais da população.”
O impacto da qualificação
A diretora-executiva da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs), Inocência Rocha, enfatizou que o benefício final da capacitação é direcionado à população. “Nós capacitamos, buscamos resultados, mas quem ganha é o paciente e o Sistema Único de Saúde”, afirmou. O subsecretário de Vigilância à Saúde da SES-DF, Rodrigo Republicano, reforçou o compromisso com a continuidade das ações, declarando: “Contem comigo, com o EpiSUS, e seguimos em campo”.










