Por Kleber Karpov
A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Ceilândia iniciou, na última quarta-feira (01/Abr), a oferta de teleconsultas pediátricas. A medida, implementada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), visa ampliar a agilidade no atendimento infantil durante o período de maior circulação de vírus respiratórios, tornando-se a quarta unidade da capital a disponibilizar o serviço exclusivamente para este público.
Estratégia para alta demanda sazonal
A iniciativa integra uma estratégia do IgesDF para reforçar a capacidade de resposta da rede de saúde pública. A ampliação do serviço ocorre em um período do ano em que a queda das temperaturas tradicionalmente eleva a procura por atendimentos relacionados a sintomas como tosse, febre e dificuldade para respirar em crianças.
Segundo a gerente de Assistência das UPAs do IgesDF, Adriana Gonçalves, a implementação do serviço otimiza o fluxo de trabalho. “A teleconsulta pediátrica garante mais agilidade aos casos de menor complexidade e permite que a equipe presencial concentre esforços nos atendimentos mais graves”, explica.
Como funciona o atendimento
O fluxo de atendimento remoto é estruturado dentro da própria unidade. Pacientes infantis que recebem a pulseira verde na triagem, indicando menor gravidade, podem optar pela teleconsulta. Antes do procedimento, um termo de consentimento é apresentado à família.
A criança é então encaminhada a uma sala específica para o atendimento por vídeo. Um profissional de enfermagem acompanha toda a consulta, prestando o auxílio necessário para garantir a comunicação adequada com o médico. Ao final, a família recebe as orientações, encaminhamentos e, se necessário, a prescrição médica.
Rede de telessaúde
Com a nova implementação, o Distrito Federal passa a contar com 11 UPAs que oferecem teleatendimento. Deste total, quatro unidades possuem o serviço voltado exclusivamente para o público infantil: Sobradinho, São Sebastião, Recanto das Emas e, agora, Ceilândia. A expansão da cobertura foi fortalecida recentemente com a implantação do serviço na UPA do Paranoá, inaugurada no dia 31 de março, ampliando o acesso em diferentes regiões administrativas.
Percepção de pacientes e equipes
A auxiliar de serviços gerais Laura Pereira da Silva, que levou seu filho de 2 anos para a UPA, relatou uma experiência positiva com o novo modelo. Em poucos minutos, a criança foi atendida por vídeo com o suporte da equipe de enfermagem. “Eu cheguei preocupada, como toda mãe fica. Quando falaram da teleconsulta, confesso que fiquei na dúvida, mas foi muito rápido. Saí mais tranquila”, conta.
Para a gerente da UPA do Paranoá, Juliete Souza, a organização do atendimento é um dos principais ganhos. “O atendimento se torna mais organizado, o tempo de espera diminui e a experiência de quem procura a unidade melhora”, afirma.
A supervisora de Enfermagem, Roberta Seabra, destaca que a mudança representa um avanço significativo. “A implantação representa um avanço na forma de cuidar, trazendo mais agilidade e resolutividade para o atendimento”, destaca.
Na UPA de Ceilândia, os primeiros resultados já são notados. “Já observamos mais agilidade no atendimento dos casos de menor complexidade. Isso ajuda a reduzir o tempo de permanência e manter o fluxo mais organizado”, conclui a gerente da unidade, Graziele Faria.
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.











