Por Kleber Karpov
A vice-governadora Celina Leão (Progressistas) assume o cargo de governadora do Distrito Federal em cerimônia realizada nesta segunda-feira (30/Mar), às 9h, no auditório da Câmara Legislativa do DF (CLDF). A transição de poder ocorre devido à renúncia do governador Ibaneis Rocha, que se afasta do cargo para cumprir o prazo legal de desincompatibilização e se candidatar nas eleições de 2026.
Rito da posse e continuidade
A sessão solene, com transmissão ao vivo pela TV Câmara Distrital, marca o retorno de Celina Leão a uma posição de destaque na Casa que presidiu entre 2015 e 2016. O rito da cerimônia prevê um pronunciamento do governador Ibaneis Rocha, seguido pela transmissão da faixa governamental. Após o ato, Celina Leão fará seu discurso já como governadora empossada.
O encerramento da solenidade ficará a cargo do presidente da Câmara Legislativa, deputado Wellington Luiz (MDB), que fará um pronunciamento final.
O papel da CLDF na transição
O presidente da CLDF, Wellington Luiz, destacou a importância de uma transição responsável e focada nos interesses da população. Ele afirmou que o momento exige diálogo e respeito às instituições para garantir a continuidade dos trabalhos e das políticas públicas.
“A transição de governo representa um processo inerente à dinâmica institucional do Distrito Federal. Nesse contexto, o aspecto mais relevante é assegurar que tal mudança aconteça de forma responsável, pautada pelo diálogo e pelo respeito às instituições, com prioridade constante nos interesses da população”, disse Wellington Luiz.
O deputado também ressaltou a expectativa sobre a nova gestão. “A vice- governadora Celina inicia uma nova etapa à frente do Governo do Distrito Federal, em um momento que exige serenidade, responsabilidade e diálogo. A expectativa é de que haja continuidade das políticas públicas e a reafirmação do compromisso com o progresso e o desenvolvimento da nossa região”, afirmou.
Segundo o presidente da Casa, a Câmara Legislativa atuará ativamente no acompanhamento do processo, guiando-se “pelos princípios da responsabilidade institucional e do compromisso com a estabilidade administrativa do Distrito Federal”.
Entenda a desincompatibilização
A desincompatibilização é o afastamento, temporário ou definitivo, de um pré-candidato do cargo público que ocupa para poder concorrer em uma eleição. A legislação estabelece prazos específicos para essa medida, calculados com base na data do primeiro turno do pleito, que em 2026 será em 4 de outubro.
Governadores que pretendem disputar a reeleição podem permanecer em seus cargos. No entanto, a renúncia é obrigatória para aqueles que desejam concorrer a outros postos, como Senado, Câmara dos Deputados ou Presidência da República. Nesses casos, o afastamento deve ocorrer seis meses antes da eleição.
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.











