Por Kleber Karpov
As forças de segurança do Distrito Federal testaram, na noite de quarta-feira (25/Mar), a capacidade de atuação conjunta em ocorrências críticas no sistema socioeducativo. O exercício simulado da Operação Iguana, coordenado pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (SESP-DF), ocorreu em unidades de internação de adolescentes em Planaltina e Brazlândia, com o objetivo de alinhar protocolos de resposta e garantir a eficiência em situações reais.
A Operação Iguana é um mecanismo de integração que organiza a atuação coordenada das forças de segurança em eventos críticos, como fugas, rebeliões, incêndios e situações com reféns. A estrutura de resposta é acionada quando a complexidade do incidente ultrapassa a capacidade de contenção dos agentes socioeducativos, que realizam a primeira avaliação no local.

O modelo de acionamento prevê a mobilização escalonada de instituições como a Polícia Militar (PMDF), Polícia Civil (PCDF), Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF) e o Departamento de Trânsito (Detran-DF). A lógica de atuação é semelhante à da Operação Dragão, que se aplica ao sistema prisional de adultos, mas com foco específico nas particularidades do ambiente socioeducativo.
“A Operação Iguana traduz, na prática, o modelo de segurança que defendemos no Distrito Federal: integrado, coordenado e baseado em preparo contínuo. Não se improvisa resposta em situações críticas. Quando treinamos de forma conjunta, alinhamos protocolos, fortalecemos a comunicação entre as instituições e garantimos que, diante de uma ocorrência real, cada força saiba exatamente como agir. Esse simulado mostra que estamos prontos para atuar com rapidez, técnica e, acima de tudo, preservando vidas”, ressalta o secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar.
“A Operação Iguana simboliza o amadurecimento do Sistema Socioeducativo do Distrito Federal. Com este primeiro simulado, transformamos as diretrizes do Decreto nº 47.303/2025 em prática operacional de excelência e testamos as respostas do próprio Sistema Socioeducativo, bem como das demais forças coirmãs, para as situações de crise. Nosso foco é duplo: o aperfeiçoamento constante dos nossos profissionais e a proteção absoluta da vida. É o sistema de segurança pública do DF operando de forma integral e integrada para prevenir crises e garantir a paz social nas unidades sob nossa tutela”, destacou o subsecretário do Sistema Socioeducativo da Sejus-DF, Daniel Fernandes.
Cenários de alta complexidade

Durante o exercício realizado em 25 de março, duas situações distintas foram simuladas para avaliar a versatilidade das equipes. Na Unidade de Internação de Planaltina, o cenário envolveu uma fuga de internos. A Polícia Militar foi acionada e executou o cercamento perimetral da área, uma tática para impedir evasões de longa distância.
A ação em Planaltina foi considerada eficaz, pois os internos foram localizados e contidos dentro do perímetro estabelecido. A primeira resposta dos agentes socioeducativos da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF) foi um ponto de destaque, com a triagem da ocorrência e o acionamento rápido das equipes externas.
Em Brazlândia, a simulação apresentou um cenário de maior complexidade, com rebelião, incêndio e uma tomada de refém. A resposta exigiu a atuação de múltiplas frentes: o Corpo de Bombeiros combateu o incêndio, enquanto unidades especializadas da PMDF, como o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e o Patrulhamento Tático Móvel (Patamo), realizaram a intervenção tática.
A Divisão de Operações Especiais (DOE) da Polícia Civil participou do gerenciamento da crise com refém, testando os protocolos de negociação. O Detran-DF, por sua vez, foi responsável por garantir o controle do tráfego para permitir o deslocamento rápido e seguro das viaturas operacionais.
“Foram realizadas diferentes situações de acionamento, como fuga e rebelião de internos e incêndio, que podem ter diferentes desdobramentos. Por isso, é tão importante que possamos realizar simulados, para colocar em prática a atuação de cada órgão”, explicou o subsecretário de Operações Integradas, Carlos Melo, ao observar que “Houve o cercamento realizado pela Polícia Militar, de forma a prevenir que esses internos se evadissem a longa distância e, na simulação, eles foram capturados dentro do perímetro de cercamento”, concluiu.
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.











