Por Kleber Karpov
O Governo do Distrito Federal (GDF) recebeu, pelo segundo ano consecutivo, o Selo Betinho em reconhecimento às políticas públicas de combate à fome e garantia da segurança alimentar. A honraria, concedida pela organização Ação da Cidadania, foi entregue em cerimônia no Palácio do Buriti nesta quarta-feira (18/Mar). A premiação destaca a ampliação de programas como os restaurantes comunitários, o fomento à agricultura familiar na merenda escolar e a criação de cartões de auxílio social.
A vice-governadora do DF, Celina Leão (PP), que recebeu o prêmio, destacou o crescimento expressivo dos programas sociais. O número de refeições servidas anualmente nos restaurantes comunitários saltou de 6 milhões, no início da gestão em 2019, para 17 milhões. O serviço foi ampliado para incluir café da manhã, jantar e funcionamento aos fins de semana, com refeições a partir de R$ 0,50.
“Nossa meta é cuidar de quem mais precisa. É uma articulação de várias secretarias. Nós pegamos o primeiro lugar em um prêmio que é considerado o mais importante nessa área da assistência social. E isso se dá pelos números dos nossos programas. Os restaurantes comunitários no começo do governo, nós pegamos com 6 milhões de refeições. Hoje nós entregamos 17 milhões de refeições”, afirmou Celina Leão.
Além dos restaurantes, o governo implementou mais de 16 tipos de cartões sociais. Entre eles, o Prato Cheio, que concede R$ 250 mensais para compra de alimentos, e o Cartão Gás, com auxílio bimestral de R$ 100. Juntos, os dois programas já beneficiaram mais de 170 mil famílias em situação de vulnerabilidade social.
Foco na agricultura familiar
Outro pilar das ações reconhecidas foi a transformação na alimentação escolar. Segundo a vice-governadora, no início do governo, 80% da merenda era composta por produtos industrializados. Atualmente, esse percentual foi reduzido para 3%, com a maior parte dos alimentos proveniente da agricultura familiar local.
Alimentação escolar
O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) ilustra esse investimento. Entre 2019 e 2024, o GDF investiu mais de R$ 11,5 milhões na compra de 2,6 mil toneladas de alimentos de pequenos produtores. Esses itens foram destinados a 1.304 entidades sociais, beneficiando diretamente 333.450 pessoas.
No mesmo período, o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) envolveu 5.325 produtores familiares para atender mais de 400 mil estudantes em 697 escolas da rede pública. A iniciativa garante refeições mais saudáveis e, ao mesmo tempo, fortalece a economia rural do Distrito Federal.
Trabalho integrado
A secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra, ressaltou que o prêmio é resultado do trabalho integrado de diversos órgãos. Para ela, o principal desafio é garantir que alimentos de qualidade, oriundos da agricultura familiar, cheguem à mesa da população mais necessitada.
De acordo com a Ação da Cidadania, o DF atingiu 80% dos indicadores e metas de soberania alimentar, superando o mínimo de 70% exigido para a concessão do selo. Juliana Coutinho de Brito, articuladora da organização, afirmou que o DF foi o primeiro colocado no ranking nacional. Apesar do reconhecimento, a vice-governadora concluiu que o objetivo final ainda não foi alcançado. “Nós não estamos satisfeitos ainda. Nós queremos ter zero de insegurança alimentar. Zero”, declarou Celina Leão.
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.










