Por Kleber Karpov
O câncer colorretal, popularmente conhecido como câncer de intestino, representa o terceiro tipo de tumor mais frequente no Distrito Federal, ficando atrás apenas dos de mama e de próstata. Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) indicam uma taxa de 19,42 casos para cada 100 mil habitantes na capital, a sexta maior do país. Em resposta a essa realidade, o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), referência em oncologia, realiza cerca de mil atendimentos anuais para a doença e a campanha Março Azul-Marinho busca conscientizar a população sobre a importância do diagnóstico precoce.
A campanha Março Azul-Marinho, realizada durante todo o mês de março, tem o objetivo de ampliar a informação sobre a prevenção da doença. Muitos diagnósticos ocorrem em fases avançadas, pois o tumor pode se desenvolver de forma silenciosa por anos, sem apresentar sintomas perceptíveis em seus estágios iniciais.
Segundo a proctologista Ana Rosa Melo, da equipe do Hospital de Base, o tumor geralmente evolui a partir de pólipos, que são lesões benignas na parede do intestino. Como o órgão é oco, as alterações podem crescer gradualmente sem manifestar sinais evidentes, retardando a busca por atendimento médico.
“O câncer colorretal costuma crescer de forma gradual. Quando aparecem sintomas como sangramento nas fezes, mudança do hábito intestinal, perda de peso ou anemia, muitas vezes o tumor já está em estágio mais avançado”, afirma a médica.
Entre os principais fatores de risco associados à doença estão o consumo de alimentos ultraprocessados, a ingestão de álcool, obesidade, sedentarismo e tabagismo. A recomendação médica é que os exames de prevenção comecem a partir dos 45 anos, com frequência definida individualmente com base no histórico do paciente.
A vida após o tratamento
Cláudio, hoje com 74 anos, foi diagnosticado com câncer de intestino aos 59, após sentir fortes dores abdominais que levaram a uma cirurgia de emergência. “Foi um grande susto. É o tipo de coisa que você pensa que nunca vai acontecer com você”, lembra o paciente, que realizou quimioterapia por sete meses no HBDF.
Ele relata que encarou o tratamento como um obstáculo a ser superado. “Nunca enxerguei aquilo como o fim da linha, mas como um obstáculo. Se era preciso fazer quimioterapia, eu faria e ficaria bem. Sempre tive fé de que seria algo passageiro”, relata. A jornada incluiu efeitos colaterais como perda de cabelo e 24 quilos.
O apoio da equipe de saúde foi fundamental durante o processo. “As enfermeiras sempre estavam sorrindo e nos motivando. Não sei como conseguem manter tanta energia”, conta Cláudio. Após finalizar a quimioterapia em 2013, ele realizou o sonho de dar a volta ao mundo e já visitou mais de 85 países.
Apesar dos desafios, a médica Ana Rosa Melo destaca que as chances de recuperação são altas com o tratamento adequado. “Com o tratamento correto, que pode incluir cirurgia e quimioterapia, as chances de recuperação são bastante elevadas”, destaca.
Atendimento na rede pública
A orientação para quem apresenta sintomas suspeitos é procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Na Atenção Primária, o paciente é avaliado e pode receber solicitações de exames iniciais, além do encaminhamento para um especialista.
O acesso a serviços mais complexos, como os oferecidos pelo Hospital de Base, é feito por meio do sistema de regulação da rede pública de saúde. O encaminhamento ocorre conforme a necessidade clínica identificada pela equipe da Atenção Primária.
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Graduado em Jornalismo (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Criador do Comitê Virtual (www.comitevirtual.com.br), plataforma de gestão de campanhas eleitorais. Criador do PubliqueAi (www.publiqueai.com), primeira plataforma brasileira de produção técnica de textos jornalísticos ou jurídicos, com uso de Inteligência Artificial; Criador do Quero Meu Carro de Volta (www.queromeucarrodevolta.com.br), lançado em 2012. Serviço de utilidade pública para vítimas de roubos e furtos de veículos em todo o país; Ex-produtor e apresentador do programa Panorama Político na Rádio Federal;











