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22 fev 2026 06:30

Luz que ativa informação: pesquisa apoiada pela FAPDF é publicada na ‘Nature Communications’

Estudo da UnB revela mecanismo que permite controlar informação quântica com feixes luminosos em materiais bidimensionais

Por Kleber Karpov

Um estudo liderado pelo pesquisador Jorlandio Francisco Felix, da Universidade de Brasília (UnB), demonstrou a possibilidade de modular correntes de spin utilizando luz. A pesquisa, divulgada em (21/Fev), foi publicada na revista científica ‘Nature Communications’ (2025) e contou com apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF). O avanço, obtido em colaboração com o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), representa um passo significativo para a spintrônica, pois abre caminho para o desenvolvimento de dispositivos eletrônicos mais rápidos, menores e com menor consumo de energia.

O que está em jogo: o spin do elétron

O estudo insere-se no campo da spintrônica, uma área da física que explora o spin do elétron. Essa propriedade quântica, entendida de forma simplificada como um “estado interno” da partícula, possui dois valores possíveis e pode ser utilizada para representar e processar informação de maneira inovadora.

A diferença fundamental para a tecnologia atual é o acréscimo de uma nova camada de codificação. Segundo o pesquisador Jorlandio Francisco Felix, “enquanto a eletrônica convencional utiliza apenas a carga elétrica do elétron, a spintrônica explora também o spin como uma nova forma de codificar informação”.

Luz como ferramenta de controle

Os cientistas demonstraram que é possível usar a luz para gerenciar a conversão de uma corrente de spin em um sinal elétrico mensurável, processo conhecido como conversão spin–carga. A iluminação adequada pode intensificar, reduzir ou até mesmo anular completamente o sinal elétrico resultante, funcionando como um interruptor óptico de alta precisão.

Este resultado abre novas perspectivas para a opto-spintrônica, campo emergente que integra propriedades ópticas e magnéticas. A capacidade de modular sistemas com luz, em vez de depender apenas de correntes elétricas, aponta para o desenvolvimento de tecnologias potencialmente mais eficientes e rápidas.

Material ultrafino

O experimento utilizou o dissulfeto de molibdênio (MoS₂), um material bidimensional com espessura de ordem atômica. Materiais 2D são considerados estratégicos por permitirem miniaturização extrema e pela capacidade de serem combinados em camadas para formar novas estruturas com propriedades ajustáveis.

Um dos achados mais relevantes do artigo foi a identificação de que a conversão spin–carga no MoS₂ ocorre por meio de dois mecanismos físicos distintos e simultâneos. Um deles está associado às bordas metálicas dos flocos do material, enquanto o outro se relaciona à sua região interna semicondutora.

Estes dois canais competem entre si, e o domínio de um sobre o outro pode ser modulado pela geometria dos flocos e pela intensidade da luz. A descoberta de que eles podem se anular mutuamente sob certas condições oferece maior previsibilidade para o projeto de futuros dispositivos spintrônicos.

Aplicações

O controle óptico da corrente de spin pode beneficiar diversas áreas, incluindo o desenvolvimento de memórias e lógicas com menor consumo energético, sensores ativados por luz e arquiteturas para processamento neuromórfico. A integração entre spin e luz promete aumentar a velocidade de processamento e reduzir a dissipação de energia em futuros componentes eletrônicos.

A pesquisa recebeu apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) por meio da chamada BIO Learning, vinculada ao edital Programa FAPDF Learning de 2023. A iniciativa visa o fortalecimento da produção científica no Distrito Federal.




Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894 Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

 

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